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Ciência

Descoberta Cósmica: Jato de Rádio Gigante surpreende astrônomos

Uma descoberta surpreendente desafia teorias sobre a origem desses fenômenos extremos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Cientistas identificaram um jato de rádio colossal com mais de 200.000 anos-luz de extensão, datando de um período em que o universo tinha menos de 10% de sua idade atual. Essa revelação desafia a ideia de que apenas buracos negros supermassivos poderiam gerar tais estruturas.

Uma descoberta que desafia paradigmas

Astrônomos detectaram um enorme jato de rádio emitido por um quasar do universo primordial. A estrutura, que se estende por mais de 200.000 anos-luz, foi identificada quando o universo tinha apenas 1,2 bilhão de anos. Esse jato é considerado o maior já encontrado nesse período tão remoto da história cósmica.

Os detalhes dessa descoberta foram publicados na revista The Astrophysical Journal Letters. O estudo foi liderado por Anniek Gloudemans, astrônoma do NOIRLab, que destacou a surpresa ao perceber que o buraco negro associado ao jato é relativamente pequeno em comparação com o tamanho dessa estrutura imensa.

O papel dos quasares e jatos de rádio

Os jatos de rádio são conhecidos no universo atual, mas raramente são observados em sua fase inicial. O recém-descoberto jato emana do quasar J1601+3102, identificado primeiramente por meio do Telescópio LOFAR. Posteriormente, sua existência foi confirmada por observações com os telescópios Gemini Near-Infrared Spectrograph (GNIRS) e Hobby Eberly.

Apesar do tamanho impressionante do jato, o buraco negro central é relativamente modesto, com uma massa cerca de 450 milhões de vezes a do Sol. Essa contradição sugere que não apenas buracos negros supermassivos são capazes de criar jatos tão vastos, desafiando teorias anteriores sobre a formação dessas estruturas.

Por que esses jatos são tão raros?

A dificuldade em detectar jatos de rádio tão antigos pode estar relacionada à radiação do fundo cósmico de micro-ondas, que pode obscurecer sua emissão. No entanto, devido ao tamanho excepcional desse jato, os cientistas conseguiram observá-lo, fornecendo evidências de que essas estruturas já existiam muito cedo na história do universo.

Comparando com outras estruturas gigantes

Os maiores jatos conhecidos, denominados Porphyrion, têm 23 milhões de anos-luz de extensão, tornando-se significativamente maiores do que J1601+3102. Entretanto, os cientistas destacam que, ao longo do tempo, o jato agora descoberto pode ter crescido ainda mais.

O que essa descoberta significa para a astronomia?

Os cientistas continuam buscando entender melhor como os jatos são formados e como eles interagem com suas galáxias hospedeiras e o meio ao seu redor. Instrumentos mais avançados, como o Square Kilometer Array, poderão ajudar a responder essas questões, revelando detalhes sobre a evolução desses fenômenos extremos no cosmos.

Essa descoberta marca um passo importante na compreensão da dinâmica do universo primitivo e pode reescrever o que sabemos sobre a interação entre buracos negros e suas galáxias hospedeiras.

Fonte: Gizmodo US

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