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Ciência

Descoberto Molde de Máscara de 2.000 Anos que Pode Representar Medusa

A peça, datada dos séculos II ou I a.C., foi encontrada nas ruínas de um antigo edifício romano na Sicília, que teria funcionado como um ateliê.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Nas ruínas de uma antiga cidade grega na Itália, um rosto familiar reapareceu. Arqueólogos na Sicília descobriram o que acreditam ser um molde de máscara romana representando a icônica Medusa. A peça foi desenterrada sob a direção de Roberto Sciarratta, do Parque Arqueológico Vale dos Templos, em um edifício do período republicano tardio (133 a 31 a.C.), nas ruínas de Finziade. A descoberta, anunciada pelo governo regional da Sicília em 23 de janeiro, lança luz sobre a interseção entre a vida espiritual e cultural na Roma Antiga.

O molde exibe um rosto austero cercado por mechas grossas e desalinhadas, o que remete imediatamente à figura mitológica de Medusa, conhecida por seus cabelos de serpentes.

Uma Matriz Antiga

De acordo com uma publicação no Facebook do Projeto Finziade — um programa de pesquisa arqueológica co-dirigido por Alessio Toscano Raffa, do Instituto do Patrimônio das Ciências de Catânia — a peça encontrada é uma matriz usada na antiguidade para produzir objetos. Ao aplicar um material no molde, ele assumia a forma da matriz, um tipo específico de molde de impressão.

O Poder Petrificante de Medusa

Na mitologia grega, Medusa era um dos três monstros conhecidos como Górgonas, segundo a Teogonia de Hesíodo. Seu olhar tinha o poder de transformar qualquer um em pedra. No entanto, sua história ficou marcada por sua decapitação pelas mãos de Perseu, que utilizou sua cabeça como arma contra seus inimigos.

A imagem de Medusa era frequentemente utilizada na antiguidade como símbolo de proteção. Representações suas eram comuns em mosaicos, colunas e moedas, sugerindo que sua figura servia como um amuleto contra o mal.

O Papel das Máscaras em Finziade

O molde foi encontrado na chamada “Casa 18”, um edifício que provavelmente funcionava como ateliê de produção de máscaras no início do século I a.C. Descobertas anteriores indicam que a confecção de máscaras era uma atividade significativa na região.

A cidade de Finziade, também conhecida como Phintias, foi fundada em 282 a.C. pelo tirano Finzia, que governava Akragas. Poucas décadas depois, Roma conquistou a cidade, cuja localização hoje fica próxima a Licata, no sudoeste da Sicília.

Segundo The History Blog, as máscaras produzidas com esse molde poderiam ter sido usadas para decoração, rituais ou apresentações teatrais. A descoberta reforça a relação entre espiritualidade e cultura na Roma Antiga, além de fornecer novos dados sobre a produção artesanal e a cultura simbólica de Finziade.

E para aqueles preocupados com o poder petrificante de Medusa, felizmente, ninguém virou pedra com essa descoberta!

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