Um show cósmico duplo
Prepare o telescópio (ou apenas olhe para o céu): dois cometas recém-descobertos estão prestes a cruzar os céus da Terra neste mês, oferecendo um espetáculo astronômico raro.
Os visitantes são o C/2025 R2 (SWAN) e o C/2025 A6 (Lemmon) — dois corpos gelados descobertos neste ano que estão acelerando através do Sistema Solar. O cometa SWAN fará sua maior aproximação no dia 19 de outubro, seguido de perto por Lemmon, que chegará no dia 21. Se as previsões se confirmarem, ambos poderão ser vistos a olho nu durante esse período.
SWAN: o visitante do sul
O cometa SWAN foi descoberto no fim de setembro pelo astrônomo amador Vladimir Bezugly, a partir de imagens captadas pelo instrumento SWAN, do satélite SOHO da NASA. Desde então, o astro vem aumentando de brilho conforme se afasta da direção do Sol.
No momento de maior aproximação, ele estará a cerca de 39 milhões de quilômetros da Terra — aproximadamente um quarto da distância entre o Sol e o nosso planeta. Com magnitude de brilho estimada em 5,9, o suficiente para ser detectado a olho nu sob céus escuros, o cometa pode se tornar um destaque no hemisfério sul.
Segundo a NASA, o SWAN está atualmente na constelação de Libra e seguirá rumo a Escorpião por volta de 10 de outubro. Para quem estiver ao sul do equador, a melhor chance de observá-lo será logo após o pôr do sol, olhando em direção ao oeste — embora a proximidade com o Sol possa dificultar a visualização.
Lemmon: o astro do norte
Logo depois de SWAN, será a vez do cometa Lemmon roubar a cena. Ele passará a uma distância equivalente a metade do caminho entre o Sol e a Terra, antes de contornar o Sol em 8 de novembro. Nesse ponto, deve atingir seu pico de brilho — e continuar visível até o fim do mês.
O Lemmon é o mais promissor dos dois em termos de observação: ele será melhor visto no hemisfério norte, aparecendo próximo à constelação do Grande Carro (Big Dipper) durante boa parte de outubro.