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EUA miram um país latino-americano para transformá-lo em nova potência tecnológica na disputa com a China

A rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China abriu espaço para que um país da América Latina se tornasse peça-chave na reconfiguração das cadeias de semicondutores. A chegada da gigante norte-americana Applied Materials à região revela uma aposta estratégica capaz de alterar o equilíbrio tecnológico global.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A disputa entre Estados Unidos e China por liderança tecnológica está redefinindo rotas industriais e abrindo oportunidades inéditas para países emergentes. No centro dessa transformação, uma nação latino-americana ganhou destaque ao atrair a Applied Materials, gigante norte-americana dos semicondutores. A decisão coloca o país no mapa estratégico de Washington e pode reposicioná-lo como polo tecnológico regional. A seguir, explicamos por que ele se tornou tão valioso.

Por que esse país entrou no radar dos Estados Unidos

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© RT

A Applied Materials — uma das maiores fabricantes de equipamentos e serviços para a produção de semicondutores, telas e dispositivos eletrônicos — decidiu instalar sua primeira operação na América Latina. A escolha reflete uma mudança global: os EUA buscam diversificar sua cadeia de chips, hoje concentrada na Ásia, e aproximá-la de parceiros considerados seguros e estáveis.
Segundo a empresa, a decisão se baseia em fatores como:

  • proximidade geográfica com os EUA, facilitando logística e cooperação técnica;

  • estabilidade econômica e institucional, considerada acima da média regional;

  • mão de obra altamente qualificada, com forte presença de engenheiros e especialistas em tecnologia;

  • ambiente regulatório favorável ao investimento estrangeiro.

Essa combinação faz do país um terreno fértil para operações industriais de alto valor agregado — e agora, também, para a expansão da cadeia norte-americana de semicondutores.

A importância dos semicondutores na disputa EUA–China

Os semicondutores são o “coração” da tecnologia moderna: estão em smartphones, carros, satélites, sistemas militares, inteligência artificial e redes de comunicação.
Controlar a produção desses componentes significa ter vantagem estratégica e econômica. Por isso, os EUA vêm reforçando políticas de redução de dependência da China e de “friendshoring”, priorizando países aliados para etapas críticas da cadeia produtiva.
A nova operação latino-americana é parte desse movimento, ampliando a presença norte-americana no hemisfério e reduzindo vulnerabilidades logísticas.

Como esse país se compara a outras potências tecnológicas da região

De acordo com a OCDE, três países da América Latina se destacam por seu nível de educação superior e capacidade tecnológica: o país escolhido pelos EUA, Colômbia e México.

  • O país em questão lidera a região, com cerca de 30% da população adulta com ensino superior.

  • Colômbia aparece com 22,2%, apoiada em universidades de destaque.

  • México, com 16,8%, mantém atratividade por acordos comerciais e proximidade dos EUA.

O desempenho educacional robusto e o histórico de receber empresas de alta tecnologia contribuem para que esse país se torne um hub competitivo e confiável para novos investimentos.

Tensões tecnológicas continuam influenciando as escolhas globais

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© X – @artjvrojo

A rivalidade entre Washington e Pequim já afeta setores como 5G, inteligência artificial e cibersegurança. A restrição dos EUA a empresas chinesas, como a Huawei, e o debate sobre segurança das redes mostram como a competição tecnológica passou a ser estratégica.
Nesse cenário, fortalecer parcerias com países aliados se tornou crucial. A chegada da Applied Materials confirma essa tendência e indica que a América Latina pode ter papel maior na geopolítica dos semicondutores.

 

[ Fonte: Diario Uno ]

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