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Ciência

Existem 9 tipos de procrastinadores: descubra qual é o seu e como parar de adiar tarefas

Adiar tarefas é um hábito comum, mas pesquisadores afirmam que a procrastinação pode ter diferentes causas emocionais. Um novo livro identifica nove perfis de procrastinadores e explica quais estratégias podem ajudar a quebrar esse ciclo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

“Faço isso depois”, “ainda dá tempo” ou “só mais cinco minutos”.

Quase todo mundo já repetiu essas frases antes de adiar uma tarefa importante. O resultado costuma ser o mesmo: prazos apertados, mensagens acumuladas e aquela organização da casa que nunca sai do papel.

Segundo pesquisadores, cerca de 20% das pessoas procrastinam com frequência. No entanto, o motivo por trás desse comportamento pode variar bastante de uma pessoa para outra.

Em seu novo livro, o pesquisador Itamar Shatz, da Universidade de Cambridge, propõe que existam nove perfis diferentes de procrastinadores, cada um motivado por razões específicas.

Os 9 tipos de procrastinadores

O motivo oculto que faz seu cérebro travar antes de tarefas chatas
© Pexels

Segundo Shatz, compreender qual padrão de comportamento predomina pode ajudar a encontrar estratégias mais eficazes para vencer a procrastinação.

Os nove perfis são:

  • Sonhador: passa muito tempo imaginando o futuro e demora para agir.
  • Rebelde: adia tarefas como forma de resistir à sensação de falta de controle.
  • Hedonista: prioriza recompensas e prazeres imediatos em vez de responsabilidades.
  • Caçador de adrenalina: gosta da pressão dos prazos apertados e deixa tudo para a última hora.
  • Inconstante: troca constantemente de atividade e tem dificuldade para manter o foco.
  • Preocupado: evita tarefas por medo do que pode acontecer.
  • Pessimista: acredita antecipadamente que o resultado será ruim.
  • Perfeccionista: demora a começar porque deseja fazer tudo perfeitamente.
  • Esgotado: simplesmente está cansado física ou mentalmente após excesso de trabalho.

Shatz destaca que uma mesma pessoa pode apresentar mais de um desses perfis ao mesmo tempo.

Esses perfis não definem sua personalidade

Para Ian MacRae, psicólogo do trabalho da Sociedade Britânica de Psicologia, essas categorias podem ser úteis, desde que não sejam encaradas como características permanentes.

Em vez de pensar “eu sou perfeccionista”, ele recomenda uma abordagem mais flexível:

“Hoje estou agindo como um perfeccionista.”

Essa mudança de perspectiva ajuda a enxergar a procrastinação como um comportamento que pode ser modificado, e não como parte fixa da personalidade.

O verdadeiro motivo da procrastinação pode ser emocional

Por que procrastinamos mesmo sabendo que vai dar ruim? A ciência explica
© Pexels

Nem todos os especialistas concordam com a ideia de dividir as pessoas em categorias.

Fuschia Sirois, pesquisadora da Universidade de Durham e uma das principais especialistas no tema, acredita que existe uma causa comum para quase todos os casos de procrastinação.

Segundo ela, as pessoas não adiam a tarefa em si.

Na verdade, evitam as emoções desagradáveis associadas a ela.

“Não estamos adiando a tarefa; estamos evitando os sentimentos negativos que ela desperta”, explica.

Estudos sobre a atividade cerebral mostram diferenças nas regiões responsáveis pela regulação emocional em pessoas que procrastinam com frequência.

De acordo com Sirois, quando percebemos uma tarefa como ameaçadora, a amígdala cerebral reage rapidamente, antes mesmo de a parte racional do cérebro conseguir avaliar a situação de forma objetiva.

Como vencer a procrastinação

Os pesquisadores sugerem algumas estratégias práticas para interromper esse ciclo.

O primeiro passo é identificar qual emoção está levando ao adiamento.

Pergunte a si mesmo:

  • Estou com medo de fracassar?
  • Estou tentando fazer tudo perfeito?
  • Estou ansioso?
  • Estou cansado?
  • Acho que essa tarefa será difícil demais?

Depois de reconhecer a emoção, vale utilizar técnicas que reduzam a ansiedade, como exercícios de respiração e práticas de atenção plena (mindfulness).

Outra recomendação importante é abandonar a culpa excessiva e desenvolver uma postura mais gentil consigo mesmo.

Pequenos passos ajudam a colocar as tarefas em movimento

Também é útil reduzir distrações e dividir grandes projetos em etapas menores.

Começar pelas chamadas “pequenas vitórias” torna a tarefa menos intimidadora e aumenta a sensação de progresso.

Para MacRae, nem toda procrastinação é necessariamente negativa.

Em alguns casos, esperar pode permitir que determinados problemas se resolvam naturalmente, sem exigir uma ação imediata.

Mas quando uma tarefa realmente precisa ser feita, o maior desafio costuma ser apenas começar.

Segundo o psicólogo, muitas pessoas esperam sentir motivação para agir, quando o processo costuma acontecer justamente ao contrário.

Primeiro vem a ação. Depois, a motivação.

“Talvez o que você realmente precise seja apenas o impulso inicial para começar e continuar”, conclui MacRae.

 

[ Fonte: BBC ]

 

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