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Fifa cobra explicações da CBF sobre comissão milionária a intermediário na contratação de Ancelotti

A contratação de Carlo Ancelotti para comandar a seleção brasileira virou alvo da Fifa. O motivo? Uma comissão de 1,2 milhão de euros prometida ao empresário Diego Fernandes. O caso levanta suspeitas sobre violação das normas de agentes de futebol e já pressiona a atual gestão da CBF por respostas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O que era para ser apenas um marco na história da seleção brasileira — a chegada do renomado técnico Carlo Ancelotti — acabou se transformando em um embaraço nos bastidores da CBF. A Fifa abriu uma investigação para apurar possíveis irregularidades na contratação, especialmente no pagamento de uma comissão milionária a um intermediário não registrado como agente. Entenda o que está em jogo e como a CBF está se posicionando.

 

O que motivou a investigação da Fifa?

Fifa
© X/ @Mercado_Ingles

A Fifa notificou formalmente a Confederação Brasileira de Futebol para esclarecer a previsão de pagamento de 1,2 milhão de euros (cerca de R$ 7,7 milhões) ao empresário Diego Fernandes, envolvido na negociação que trouxe Ancelotti do Real Madrid para a seleção brasileira.

O principal problema apontado pela entidade é que Fernandes não possui registro como agente de futebol, o que pode violar o artigo 5, parágrafo 1 do Regulamento de Agentes da Fifa.

 

Em um ofício enviado à CBF, a Fifa solicita:

 

-Um resumo da posição oficial da entidade sobre o papel de Fernandes no processo;

-Cópias de comunicações entre as partes (como e-mails e mensagens);

-Documentos que comprovem pagamentos feitos à Fernandes;

-Qualquer acordo formal entre ele e a CBF.

 

CBF responde e tenta se desvincular

Em nota, a CBF afirmou que o contrato de Ancelotti, incluindo cláusulas sobre comissões, foi assinado na gestão anterior. A atual direção, segundo a entidade, está “avaliando a situação internamente” por meio de seu setor de governança.

A confederação não negou a existência do valor previsto, mas destacou que as cláusulas possuem confidencialidade e que as tratativas foram feitas por outras lideranças.

 

O que diz Diego Fernandes?

O próprio Diego Fernandes também se manifestou publicamente. Em nota oficial, ele afirma que atuou como consultor na negociação e que pretende obter o registro de agente junto à Fifa para receber o valor acordado.

Segundo ele, a urgência nas tratativas inviabilizou o registro prévio como agente, mas o contrato firmado com a CBF prevê cumprimento das normativas tanto da entidade brasileira quanto da Fifa. Fernandes reforça que só poderá receber qualquer quantia após sua inscrição como intermediário regularizado.

 

Bastidores da CBF e desconforto interno

Primeira convocação de Ancelotti surpreende e mostra nova cara da seleção brasileira
© https://x.com/SC_ESPN

A influência de Fernandes nas negociações já havia causado incômodo entre dirigentes da CBF. Nomes como Rodrigo Caetano e Juan, integrantes do departamento de seleções, só tiveram contato com Ancelotti após o anúncio da contratação. A falta de envolvimento direto desses responsáveis gerou descontentamento nos bastidores, especialmente pela atuação centralizada de um agente externo ao quadro da confederação.

Além disso, o fato de a cláusula de comissão constar diretamente no contrato de Ancelotti — e não em um documento separado — reforça o vínculo entre a negociação principal e o pagamento ao consultor.

 

O que pode acontecer agora?

O caso está sob apuração inicial da Fifa. Caso fique comprovado que houve violação das regras sobre atuação de intermediários não credenciados, a CBF pode ser sancionada, assim como o próprio Fernandes. Isso pode incluir desde advertências até multas ou proibição de atuar com agentes irregulares.

No entanto, a investigação ainda está em estágio inicial e dependerá da análise dos documentos que a CBF for capaz de fornecer.

 

[ Fonte: ge.Globo ]

 

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