Segundo a mãe, a advogada Jordana Lima, o menino começou a dar sinais muito cedo. “Com quatro meses ele já queria falar. Aos 1 ano e 5 meses reconhecia letras e números. Depois passou a ler, escrever, soletrar e até fazer cálculos”, contou em entrevista.
Hoje, além do português, Paulo também aprende inglês e russo em casa, com incentivo dos pais. Fora isso, já mostra interesse por música e instrumentos, sempre dentro das limitações próprias da idade. O talento precoce levou a família a procurar especialistas, e os laudos confirmaram: o garoto tem altas habilidades e superdotação.
Como funciona a Mensa e por que isso é tão raro
A Mensa Internacional é uma organização sem fins lucrativos presente em cerca de 100 países. Só entra quem atinge pontuação no percentil acima de 98 em testes de QI — exatamente o caso de Paulo, que marcou 132 pontos.
No Brasil, a Mensa existe há mais de 20 anos e promove debates, olimpíadas intelectuais, pesquisas e encontros sociais. Para crianças superdotadas, o ambiente funciona como espaço de desenvolvimento e troca de experiências únicas. Paulo, mesmo sendo um dos membros mais jovens, já participa de grupos e competições internas.
Os desafios de criar um pequeno gênio
Apesar do brilho precoce, a vida dos pais não é feita só de orgulho. Jordana destaca que, no dia a dia, os cuidados com Paulo exigem atenção emocional extra e estímulos específicos para que ele desenvolva seu potencial de forma saudável.
“Temos uma vida normal, mas ele precisa de apoio diferente. O ensino em casa, junto com o incentivo constante, faz parte da rotina”, explica. A mãe também sonha em colocá-lo em uma escola bilíngue para ampliar as oportunidades de aprendizado.
Uma história marcada por superação
O nascimento de Paulo foi acompanhado de dificuldades. Jordana lembra que a gravidez foi complicada: ela contraiu Covid, enfrentou risco de aborto e, já bebê, o filho também teve a doença aos cinco meses. Por isso, vê-lo hoje como um dos membros mais jovens da Mensa no Brasil é motivo de emoção e gratidão.
“Depois de tudo o que passamos, só consigo agradecer. É um orgulho imenso ver o Paulo alcançando algo tão raro”, desabafou.
Histórias como a de Paulo lembram que o talento pode florescer nos lugares mais inesperados. Um menino de apenas 2 anos, no coração do Piauí, já integra uma das sociedades mais exclusivas do mundo. A pergunta que fica é: até onde o pequeno gênio pode chegar?
[Fonte: G1 – Globo]