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Tecnologia

Google está mudando quem decide quais notícias aparecem para você e uma nova opção pode beneficiar seus sites favoritos

Uma mudança nos principais serviços do Google promete dar mais controle sobre as notícias exibidas diariamente e pode alterar a relação entre leitores, sites e algoritmos.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Durante anos, abrir o Discover ou pesquisar um assunto no Google significou deixar boa parte da seleção de notícias nas mãos dos algoritmos. Agora, a empresa começa a entregar uma parcela desse controle diretamente ao leitor. Uma série de novidades permitirá indicar quais fontes merecem prioridade, escolher com mais precisão os assuntos que aparecem no celular e até personalizar conteúdos em áudio. Para sites e veículos digitais, a mudança também pode ser importante.

Seus sites favoritos poderão ganhar prioridade no Google

Google está mudando quem decide quais notícias aparecem para você e uma nova opção pode beneficiar seus sites favoritos
© Unsplash

Uma das principais novidades é a expansão do recurso de fontes preferidas, criado para permitir que os usuários indiquem explicitamente quais sites gostam de acompanhar.

O Google disponibilizou um botão que poderá ser incorporado pelos responsáveis por sites e veículos digitais. Ao tocar nele, o leitor será direcionado para uma tela na qual poderá adicionar aquela página como uma de suas fontes preferidas no Google.

A consequência vai além de simplesmente salvar um endereço para consultar posteriormente.

Depois que uma fonte é escolhida, conteúdos publicados por ela podem aparecer com maior frequência em diferentes áreas dos serviços da empresa, incluindo Notícias em destaque (Top Stories). O Google também afirma que a preferência poderá influenciar a presença dessas fontes em experiências relacionadas à inteligência artificial, como AI Overviews e Modo IA.

Isso não significa que apenas os veículos selecionados serão mostrados. A proposta é aumentar a frequência com que determinadas fontes aparecem para aquele usuário, acrescentando uma camada de escolha pessoal ao funcionamento dos sistemas de recomendação.

Para os editores, existe uma vantagem evidente: conquistar a preferência de um leitor passa a ter potencial para aumentar a recorrência com que seus conteúdos aparecem dentro do ecossistema do Google.

Mais de 600 mil fontes já foram escolhidas pelos usuários

A ideia não surgiu agora. O recurso começou a ser disponibilizado nos Estados Unidos e na Índia em 12 de agosto do ano passado.

Um ano depois, o Google amplia a iniciativa e formaliza a disponibilidade do botão para editores, permitindo que sites incentivem diretamente seus leitores a adicioná-los como fontes preferidas.

Segundo a empresa, mais de 600 mil fontes únicas já foram selecionadas por meio da ferramenta.

O número ajuda a mostrar como a mudança pode alterar uma dinâmica importante da internet. Até agora, seguir um veículo normalmente significava assinar uma newsletter, instalar um aplicativo, ativar notificações ou acompanhar suas contas nas redes sociais.

Com a nova possibilidade, essa preferência também poderá ser comunicada diretamente ao Google.

A novidade chega em um momento no qual mecanismos de busca e sistemas de inteligência artificial estão assumindo um papel cada vez maior na forma como as pessoas encontram informação. Para os veículos digitais, ser reconhecido pelo leitor como uma fonte preferida pode se tornar mais uma maneira de preservar uma relação direta com sua audiência.

E essa não é a única área em que o Google pretende entregar mais poder de decisão aos usuários.

Discover também ganhará controles mais específicos

O Google Discover, conhecido pelo fluxo de notícias e conteúdos exibido principalmente em dispositivos móveis, também está na mira das mudanças.

A empresa anunciou que pretende permitir uma personalização mais detalhada dos assuntos e links apresentados nesse espaço, disponível no aplicativo do Google, no Chrome e em aparelhos Android.

A ideia é que o usuário consiga descrever com maior precisão aquilo que deseja encontrar.

Hoje, boa parte do Discover funciona a partir de sinais de interesse identificados automaticamente. Pesquisas realizadas, assuntos acompanhados e interações anteriores ajudam o sistema a decidir quais matérias, vídeos e páginas podem ser relevantes.

Com a novidade, será possível interferir mais diretamente nesse processo pelo menu do próprio Discover. Em vez de depender exclusivamente da interpretação do algoritmo, o usuário poderá indicar os temas que realmente quer acompanhar.

Isso pode ser especialmente útil quando o sistema começa a recomendar conteúdos sobre um assunto que despertou interesse apenas momentâneo ou, no sentido contrário, deixa de mostrar um tema que a pessoa gostaria de acompanhar regularmente.

A personalização, porém, não termina no feed de notícias.

Até os resumos em áudio ficarão mais pessoais

Google está mudando quem decide quais notícias aparecem para você e uma nova opção pode beneficiar seus sites favoritos
© YouTube

A terceira novidade anunciada pelo Google envolve os resumos de áudio disponíveis no aplicativo Google Notícias.

A empresa pretende facilitar a escolha de assuntos específicos para esses conteúdos, permitindo que cada usuário personalize melhor aquilo que deseja ouvir.

Os resumos continuarão acompanhados de atribuição clara das fontes e de links para as reportagens completas, possibilitando sair da síntese em áudio e consultar diretamente os textos que serviram de base para o conteúdo.

As três mudanças apontam para a mesma direção: reduzir parcialmente a dependência de recomendações automáticas e permitir que o leitor indique de maneira mais explícita seus interesses e fontes de confiança.

Para quem utiliza Discover, Busca e Google Notícias diariamente, isso significa maior capacidade de moldar o próprio fluxo de informação.

Para sites e veículos jornalísticos, a mudança abre outra disputa: além de conquistar o clique, será preciso convencer o público de que vale a pena apertar um pequeno botão e dizer ao Google algo bastante importante: quero ver mais deste site.

[Fonte: Infobae]

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