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Tecnologia

IA da Google e NASA promete revolucionar o atendimento médico de astronautas no espaço

Google e NASA estão desenvolvendo um assistente digital de inteligência artificial capaz de diagnosticar e oferecer opções de tratamento em tempo real durante missões espaciais. A ferramenta será crucial para futuras viagens à Lua e a Marte, onde os atrasos na comunicação e a distância da Terra representam grandes desafios médicos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Em um avanço que pode redefinir a exploração espacial, Google e NASA uniram forças para criar um sistema de inteligência artificial capaz de salvar vidas fora da Terra. O novo Crew Medical Officer Digital Assistant promete oferecer diagnósticos confiáveis, opções de tratamento e suporte médico remoto, garantindo a segurança dos astronautas em missões cada vez mais longas e arriscadas.

O que é o “Crew Medical Officer Digital Assistant”

O Crew Medical Officer Digital Assistant é um sistema de IA desenvolvido para apoiar astronautas em situações médicas de alta complexidade durante missões espaciais. Integrado aos protocolos da NASA, o recurso permitirá que diagnósticos e tratamentos sejam feitos em tempo real, mesmo quando houver comunicação limitada com as equipes médicas na Terra.

Segundo o blog oficial da Google, o sistema também fornecerá análises preditivas e relatórios detalhados para os cirurgiões de voo — médicos especializados em medicina espacial —, ajudando-os a tomar decisões críticas mais rapidamente.

Diagnósticos precisos e tratamento no espaço profundo

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© Unsplash – NASA Hubble Space Telescope.

Os primeiros testes do projeto indicaram que a ferramenta já consegue oferecer diagnósticos confiáveis baseados nos sintomas relatados pelos astronautas. O objetivo agora é aperfeiçoar o modelo em conjunto com médicos e engenheiros biomédicos para alcançar níveis de precisão comparáveis aos da Terra.

Essa tecnologia será essencial à medida que a NASA expande o alcance das missões espaciais. As viagens Artemis II e III, que devem levar seres humanos de volta à Lua pela primeira vez desde a década de 1960, fazem parte da preparação para as primeiras missões tripuladas a Marte, previstas para a década de 2030.

Desafios médicos fora da órbita terrestre

Na Estação Espacial Internacional (ISS), os astronautas têm acesso a farmácias completas, equipamentos médicos avançados e podem ser resgatados rapidamente em caso de emergência. Mas o cenário muda drasticamente quando a missão ocorre fora da órbita baixa da Terra (LEO).

Um estudo publicado em 2023 pela IEEE Open Journal of Engineering in Medicine and Biology alerta que, em viagens à Lua, o atraso nas comunicações pode chegar a 10 segundos e uma evacuação de emergência levaria até duas semanas. Já em missões de vários anos a Marte, a situação é ainda mais crítica:

  • Distância: mais de 500 milhões de quilômetros da Terra.

  • Tempo de evacuação: até seis meses.

  • Atraso na comunicação: até 40 minutos para ida e volta.

Esses fatores tornam inviável depender exclusivamente do suporte médico terrestre, exigindo protocolos robustos e autonomia total dos sistemas de diagnóstico.

Preparando o futuro da exploração espacial

Para que uma missão a Marte seja viável, os autores do estudo defendem que o sistema médico a bordo precise ser altamente autônomo. Isso significa que a IA deverá antecipar perguntas, sugerir tratamentos, diagnosticar sintomas com precisão e reduzir ao máximo a necessidade de troca de informações com a Terra.

Segundo a Google, a parceria com a NASA não é apenas sobre explorar o espaço, mas também sobre expandir os limites da IA. A tecnologia poderá, no futuro, ser aplicada na Terra, principalmente em locais remotos, como áreas de difícil acesso, zonas de conflito e regiões com infraestrutura médica limitada.

 

[ Fonte: Euronews ]

 

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