A divulgação de dados atualizados sobre a criação de empregos nos Estados Unidos acendeu um novo embate político. Após uma significativa revisão para baixo nos números de maio e junho, o presidente Donald Trump não hesitou em reagir, acusando manipulação intencional e pedindo a exoneração de responsáveis. A polêmica, mais uma vez, une economia e estratégia eleitoral.
Números revisados e acusações diretas

O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA informou que, em julho, foram criados 73 mil empregos. No entanto, os dados anteriores de maio e junho foram drasticamente revisados: de 125 mil para 19 mil em maio, e de 147 mil para apenas 14 mil em junho. Essas alterações chamaram a atenção do presidente Trump, que usou sua rede social para levantar sérias acusações contra a responsável pelo relatório, Erika McEntarfer.
Segundo Trump, a supervisora — nomeada pelo ex-presidente Joe Biden — teria inflado propositalmente os números de março, agosto e setembro de 2024 com o objetivo de favorecer a candidatura de Kamala Harris nas eleições de novembro. Ele exigiu sua demissão imediata, afirmando que os dados econômicos do país não podem ser distorcidos por interesses políticos.
Críticas ao Fed e clima eleitoral
Trump não parou por aí. Na mesma publicação, voltou a criticar Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, por manter as taxas de juros inalteradas pela quarta reunião consecutiva. Segundo ele, o banco central estaria agindo com lentidão e comprometendo o desempenho da economia, apesar de seu governo estar, segundo ele, fazendo a economia “bombar”.
Chamando Powell de “atrasado”, Trump sugeriu que ele também deveria ser afastado do cargo. A crítica pública revela um movimento claro de insatisfação com instituições que, em sua visão, estariam prejudicando sua gestão e influenciando o cenário político em pleno ano eleitoral.
Entre números questionados e acusações de interferência, a tensão entre política e economia volta ao centro do debate nos Estados Unidos.
[Fonte: G1 – Globo]