Se você já imaginou quantos “Silvas” e “Marias” existem no Brasil, o IBGE acaba de trazer a resposta. O instituto divulgou uma versão atualizada do estudo Nomes no Brasil, com dados do Censo 2022, e o resultado confirma o que muitos já suspeitavam: alguns nomes simplesmente nunca saem de moda — e agora os sobrenomes também entraram na conta.
Maria, José e o império dos “Silvas”

De acordo com o levantamento, Maria e José continuam no topo entre mais de 140 mil nomes diferentes registrados no país. Já no campo dos sobrenomes, Silva domina com folga, aparecendo em quase 17% da população — o que representa mais de 34 milhões de brasileiros.
O estudo também identificou mais de 200 mil sobrenomes distintos no território nacional, mostrando o quão diversa é a formação cultural do país. Em Sergipe, por exemplo, 43% dos habitantes têm o sobrenome Santos, enquanto em Alagoas e Pernambuco o Silva aparece em mais de um terço dos registros.
Ranking, tendências e curiosidades regionais
A nova plataforma do IBGE está mais interativa: é possível cruzar dados por gênero, período de nascimento, localidade e até letra inicial, criando rankings personalizados por cidade ou estado. O sistema ainda calcula a idade mediana de cada nome — um detalhe que revela o que está “na moda” entre os recém-nascidos.
Enquanto nomes clássicos como Terezinha e Osvaldo aparecem com idades médias de 66 e 62 anos, os moderninhos Gael e Helena têm médias de 1 e 8 anos. Ou seja, o Brasil está rejuvenescendo até na certidão de nascimento.
Há também curiosidades locais: em cidades do Ceará, como Morrinhos e Bela Cruz, 22% dos moradores se chamam Maria. Já em Buriti dos Montes (PI), Antônio representa 10% da população.
Nomes que contam histórias
Além dos rankings, o portal traz uma seção dedicada à Onomástica, o estudo científico dos nomes, e um mapa interativo chamado Nomes no Mundo, que compara nomes e sobrenomes brasileiros com os mais populares de outros países. É possível descobrir, por exemplo, que há 1.513 pessoas chamadas Wang no Brasil ou que os nomes bolivianos Juan e Juana aparecem juntos em mais de 70 mil registros nacionais.
O IBGE reforça que nomes com menos de 20 registros não aparecem na busca, para garantir o sigilo estatístico.
O que os nomes revelam sobre o Brasil
O levantamento do Censo 2022 mostra que nossos nomes carregam mais do que identidade: contam histórias de origem, fé, miscigenação e tempo. Seja um “Silva” tradicional ou um “Gael” moderno, o Brasil segue sendo o país onde a diversidade começa logo no primeiro nome.
[Fonte: Correio Braziliense]