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Ícone dos céus, Felix Baumgartner morre em trágico acidente aos 56 anos

Conhecido por saltar da estratosfera e quebrar a barreira do som, o paraquedista austríaco Felix Baumgartner faleceu em um acidente de parapente na Itália. Sua morte marca o fim de uma trajetória ousada que redefiniu os limites da coragem humana e inspirou o mundo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Felix Baumgartner se tornou um símbolo de ousadia e superação ao realizar feitos considerados impossíveis. Em 2012, conquistou fama global ao saltar da estratosfera e ultrapassar a velocidade do som em queda livre. Agora, o mundo se despede do aventureiro que fez história ao voar mais alto do que qualquer outro homem comum.

Acidente fatal durante voo de parapente

Na quinta-feira (17), Baumgartner, de 56 anos, sofreu um acidente enquanto voava de parapente na cidade de Porto Sant’Elpidio, na Itália. Segundo a emissora SkyTG24, ele perdeu o controle do equipamento e caiu na piscina de um hotel da região.

As autoridades locais investigam as circunstâncias do acidente, conforme informou a emissora italiana RAI. Em uma nota publicada no Facebook, o prefeito da cidade, Massimiliano Ciarpella, lamentou a morte do atleta e o descreveu como “um símbolo de coragem”.

Do Cristo Redentor à estratosfera

Baumgartner ficou conhecido por realizar saltos impressionantes de pontos emblemáticos ao redor do mundo, como as Torres Petronas na Malásia e a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. No entanto, seu maior feito viria em 2012, quando saltou de uma cápsula pressurizada a cerca de 39 km acima do solo — diretamente da estratosfera.

O projeto, batizado de Red Bull Stratos, levou seis anos de preparação. A façanha foi patrocinada pela Red Bull, que homenageou o atleta em nota oficial: “Estamos chocados e tomados pela tristeza ao receber a devastadora notícia sobre nosso amigo de longa data Felix Baumgartner.”

O salto que rompeu a barreira do som

“Lá em cima, fora da cápsula, olhei ao redor e o céu estava completamente negro”, relatou Baumgartner à CNN. Durante a queda, ele atingiu velocidades superiores a 1.350 km/h, quebrando a barreira do som em queda livre — um feito até então inédito.

Para isso, foi necessário construir um balão de hélio com o tamanho de 33 campos de futebol e um traje especial capaz de suportar temperaturas de até -72 °C. O equipamento, além de pressurizado, isolava completamente o corpo de Baumgartner do mundo exterior.

“Você se sente respirando através de um travesseiro. Está isolado, ouvindo apenas sua própria respiração”, descreveu ele.

Desafios técnicos e mentais

Mais do que o desafio técnico, a maior ameaça ao projeto foi a força mental exigida do paraquedista. Ele e sua equipe enfrentaram incontáveis dificuldades logísticas e emocionais durante os preparativos.

“Às vezes entrávamos em uma reunião com três problemas e saíamos com oito, sem solução para os anteriores”, lembrou Baumgartner.

Após o pouso, o austríaco revelou que teve dificuldade para conter a emoção. “Tive lágrimas nos olhos. Pensei tantas vezes sobre aquele momento… e, de repente, ele estava acontecendo.”

Um legado nas alturas

A morte de Felix Baumgartner encerra uma trajetória marcada pela superação dos limites físicos e mentais do ser humano. Sua vida foi dedicada a provar que, com preparo, coragem e visão, até mesmo o impossível pode se tornar realidade.

Seu legado permanece não apenas como um recordista mundial, mas como alguém que inspirou milhões a olharem para o céu com a ousadia de quem acredita que tudo é possível.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

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