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Tecnologia

Inteligência artificial e bola inteligente: o que está chegando ao Mundial

Bolas inteligentes, inteligência artificial, avatares digitais e experiências inéditas para torcedores prometem transformar a próxima Copa do Mundo de maneiras que poucos imaginavam.
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Tempo de leitura: 4 minutos

A Copa do Mundo sempre serviu como vitrine para novas tecnologias no futebol. Ao longo das últimas décadas, o torneio apresentou inovações que mudaram a forma como partidas são disputadas, analisadas e assistidas. Mas a edição de 2026 promete elevar esse conceito a outro patamar. Com recursos que envolvem inteligência artificial, sensores avançados e soluções voltadas para acessibilidade e segurança, o campeonato pode marcar o início de uma nova era para o esporte mais popular do planeta.

A revolução tecnológica que chegará aos gramados

Inteligência artificial e bola inteligente: o que está chegando ao Mundial
© YouTube

A Copa do Mundo de 2026 será a maior já realizada, reunindo mais seleções e partidas do que qualquer edição anterior. Porém, o tamanho do evento não será a única novidade.

Entre as principais apostas da FIFA está a nova bola oficial, chamada TRIONDA. O equipamento contará com sensores internos capazes de transmitir dados em tempo real para os sistemas de arbitragem. A tecnologia permitirá identificar toques, desvios e movimentos com um nível de precisão muito superior ao disponível atualmente.

O objetivo é reduzir dúvidas em lances decisivos, especialmente aqueles relacionados a impedimentos e possíveis contatos dentro da área. Com informações chegando instantaneamente aos sistemas de vídeo, a expectativa é que as decisões se tornem mais rápidas e confiáveis.

Outra novidade que promete chamar atenção será o uso de avatares tridimensionais dos jogadores. Criados a partir de escaneamentos digitais detalhados, esses modelos serão utilizados para reconstruir lances revisados pelo VAR.

Em vez de depender apenas de linhas e imagens tradicionais, árbitros e espectadores poderão visualizar a posição corporal dos atletas com muito mais clareza. A ideia é tornar as decisões mais transparentes e fáceis de compreender, reduzindo parte das discussões que costumam surgir após revisões de vídeo.

Inteligência artificial ganha espaço dentro e fora das partidas

O uso da inteligência artificial será um dos pilares da competição.

O sistema de impedimento semiautomático, que já apareceu em torneios recentes, receberá uma atualização importante. A combinação entre sensores da bola, rastreamento corporal e modelos tridimensionais permitirá reconstruções extremamente detalhadas dos lances.

As transmissões também passarão por mudanças significativas. Uma das novidades será uma versão aprimorada da Referee View, câmera que mostra a partida sob a perspectiva do árbitro.

Com auxílio de inteligência artificial para estabilização das imagens, o recurso deverá oferecer uma visão mais fluida e clara das jogadas, aproximando o público da experiência vivida dentro do campo.

Inteligência artificial e bola inteligente: o que está chegando ao Mundial
© unsplash

Além disso, as 48 seleções participantes terão acesso ao Football AI Pro, uma plataforma baseada em inteligência artificial generativa. O sistema será capaz de analisar grandes volumes de dados e apresentar informações em diferentes formatos, incluindo textos, vídeos, gráficos interativos e modelos 3D.

A ferramenta não poderá ser utilizada durante as partidas para tomada de decisões em tempo real, mas servirá como apoio estratégico para preparação e análise de desempenho antes e depois dos confrontos.

Para treinadores e analistas, isso representa acesso mais rápido a informações valiosas. Para os torcedores, a promessa é uma cobertura mais rica, com explicações visuais que ajudam a compreender melhor os momentos mais complexos dos jogos.

Uma experiência inédita para quem estará nos estádios

As mudanças não ficarão restritas ao campo.

A FIFA pretende oferecer uma experiência totalmente digital para os torcedores. Os ingressos serão exclusivamente eletrônicos e deverão ser utilizados através do aplicativo oficial da competição. Capturas de tela e fotografias dos bilhetes não serão aceitas nos acessos aos estádios.

O aplicativo também concentrará informações sobre localização, serviços disponíveis e recursos de acessibilidade.

Nesse aspecto, a edição de 2026 pretende estabelecer novos padrões. Todos os jogos contarão com interpretação em língua de sinais e sistemas de audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão.

Os 16 estádios do torneio também terão áreas especialmente projetadas para pessoas sensíveis a estímulos intensos. Esses espaços oferecerão ambientes mais silenciosos, iluminação reduzida e recursos voltados ao conforto sensorial.

Em algumas arenas selecionadas, dispositivos hápticos transformarão acontecimentos da partida em vibrações e estímulos táteis, permitindo uma experiência mais imersiva para torcedores com deficiência visual.

A segurança também receberá reforços tecnológicos. Autoridades norte-americanas já planejam sistemas de monitoramento avançados e restrições para drones nas proximidades dos estádios e áreas oficiais do evento.

Se todas essas novidades funcionarem como esperado, a Copa do Mundo de 2026 poderá ser lembrada não apenas pelos gols e títulos, mas também como o torneio que levou a tecnologia futebolística a um nível nunca antes visto.

[Fonte: TN]

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