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James Cameron explica por que ‘Avatar 4 e 5’ ainda não são garantidos

Mesmo com uma bilheteria conjunta de mais de US$ 5 bilhões nos dois primeiros filmes, o diretor não tem certeza se continuará a franquia após Avatar: Fire and Ash, que estreia em dezembro. Custos altos e mudanças na história estão entre os motivos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Os dois primeiros filmes da franquia Avatar arrecadaram juntos mais de US$ 5 bilhões em bilheteria. É um número que faria qualquer estúdio correr para garantir continuações, e a Disney aposta que esse sucesso vai se repetir em Avatar: Fire and Ash, que estreia em 19 de dezembro. Mas James Cameron, o diretor por trás da saga, prefere cautela.

O peso da bilheteria

Em entrevista à Variety, Cameron afirmou que o futuro da franquia depende do desempenho de Avatar 3. “Vamos fazer algum dinheiro, claro. Mas a questão é: qual será a margem de lucro? E isso será suficiente para justificar continuar nesse universo?”, disse.

O diretor também destacou que os custos de produção dispararam, especialmente nos efeitos visuais (VFX), encarecendo cada vez mais o tipo de filme que gosta de fazer. Para ele, talvez seja preciso repensar o modelo de produção antes de avançar para Avatar 4 e 5, que estão previstos apenas para 2029 e 2031.

Pausa ou aceleração?

Segundo Cameron, existem vários caminhos possíveis: fazer uma pausa para reduzir custos, experimentar um projeto menor e mais pessoal, ou — no caso de enorme sucesso — partir direto para a produção dos próximos dois filmes.

“Há um argumento que diz: faça logo esses dois filmes e resolva o resto quando tiver 80 anos”, brincou o diretor.

A divisão da história

Além da questão financeira, Cameron ressaltou que há também um fator narrativo. Para ele, Avatar 2 e 3 contam uma história única, enquanto os filmes seguintes devem abrir uma nova fase.

“Dois e três realmente contam uma grande história. Se eu tiver a sorte de fazer o quatro e o cinco, eles também contarão outra grande história. Há uma pausa depois do final de três, não necessariamente na produção, mas na narrativa. E então ela avança um pouco no tempo”, explicou.

Esse salto temporal, segundo o diretor, daria à saga uma sensação de fechamento parcial antes de iniciar uma nova trama.

O realismo de Cameron

Apesar de já ter datas definidas para os próximos filmes, Cameron não quer parecer confiante demais. Ele sabe que não é garantido que Avatar: Fire and Ash atinja US$ 1 bilhão em bilheteria, muito menos repetir os US$ 2 bilhões de cada um dos dois primeiros longas.

Ainda assim, poucos cineastas carregam a credibilidade que Cameron conquistou após sucessos como Titanic e Avatar. A Disney acredita no potencial da franquia e já reservou espaço no calendário para as futuras continuações.

O que esperar de ‘Fire and Ash’

O terceiro filme, que terá quase três horas de duração, deve fechar a história iniciada em O Caminho da Água. Cameron promete expandir ainda mais o universo de Pandora e entregar um clímax que pode funcionar como ponto final — ou como ponte para uma nova era da franquia.

 

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