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‘Jurassic World Rebirth’ é a carta de amor definitiva de Gareth Edwards a Steven Spielberg

O diretor de Rogue One mergulha fundo no universo de Jurassic Park para criar Rebirth, um filme recheado de homenagens a Spielberg. Com cenas inspiradas em clássicos como Tubarão, E.T. e Indiana Jones, o novo capítulo da franquia é, nas palavras de Edwards, uma celebração à magia do cinema.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Gareth Edwards cresceu assistindo aos filmes de Steven Spielberg e sonhando com dinossauros e aventuras épicas. Agora, no comando de Jurassic World Rebirth, o diretor transforma esse imaginário em realidade. Mais do que uma continuação da franquia iniciada em 1993, o novo longa é uma verdadeira carta de amor ao criador do Jurassic Park original — e aos filmes que moldaram gerações.

 

Referências que saltam da tela

Desde as primeiras páginas do roteiro, escrito por David Koepp (roteirista do Jurassic Park original), Edwards percebeu que Rebirth trazia referências claras a Spielberg. Uma cena, por exemplo, mostra personagens em um barco perseguindo uma criatura gigante com um rifle — uma imagem que remete imediatamente a Tubarão (1975).

“Você lê a descrição e pensa: ‘Isso me lembra outro filme. Vocês já viram esse tal de Jaws?’”, brinca Edwards em entrevista ao site io9. Ao perceber o tom nostálgico do roteiro, o diretor decidiu mergulhar de cabeça na proposta: “Pensei: ‘Já que é assim, por que não colocar um pouco de Indiana Jones também?’”.

 

O espírito “Spielbergiano” como bússola

Segundo Edwards, seu maior desafio foi lidar com o peso de trabalhar à sombra de um mestre. A solução foi transformar a ansiedade em homenagem. “Não me comparo a Spielberg — ele é o mestre absoluto. Mas encarei o filme como uma carta de amor, cheia de easter eggs para os fãs dele”, afirma.

A cada nova cena, a pergunta que guiava o processo era: “Qual seria o jeito ‘Spielbergiano’ de fazer isso?”. O resultado é um filme que presta tributo não só a Jurassic Park, mas também a Os Caçadores da Arca Perdida, E.T., Contatos Imediatos do Terceiro Grau e tantos outros clássicos.

 

Brincar com dinossauros — de verdade

Para Edwards, fazer Jurassic World Rebirth foi mais do que um trabalho: foi a realização de um sonho de infância. Ele lembra de quando era criança e brincava com dinossauros e espaçonaves no quintal, imaginando mundos que o cinema prometia, mas a vida adulta parecia frustrar.

“Você cresce e descobre que tudo aquilo era mentira, que o mundo não funciona daquele jeito. Aí, de repente, você tem sorte e está no meio da selva, com dinossauros ao redor, e pensa: ‘Finalmente, entregaram o que prometeram’”, conta o diretor.

Esse sentimento de retorno à infância, segundo ele, trouxe conforto e familiaridade durante as filmagens — mesmo diante da pressão de dirigir um blockbuster com enorme expectativa do público.

 

O filme que ele esperou a vida toda para dirigir

De certa forma, tudo o que Gareth Edwards fez até agora o preparou para esse momento. Desde os brinquedos no quintal até dirigir Rogue One: Uma História Star Wars, ele foi acumulando repertório técnico e emocional para criar um Jurassic World à sua maneira — fiel ao espírito original, mas com identidade própria.

Jurassic World Rebirth já está em cartaz nos cinemas e, para os fãs de Spielberg, é uma chance de revisitar o fascínio que Jurassic Park despertou há mais de 30 anos. Com olhos de fã e mãos de cineasta, Edwards entrega um filme que é, ao mesmo tempo, tributo e legado.

 

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