Um La Niña fora do padrão
O La Niña costuma derrubar as temperaturas globais, já que o resfriamento das águas do Pacífico equatorial altera ventos, pressão atmosférica e padrões de precipitação. Só que, desta vez, a história pode ser outra. Segundo a OMM, entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, grande parte do hemisfério norte e áreas amplas do hemisfério sul devem registrar temperaturas acima da média — um cenário que foge do manual do fenômeno.
Essa combinação de La Niña, atmosfera aquecida e oceano em transformação pode gerar efeitos imprevisíveis, algo que meteorologistas estão observando de perto.
Chuvas instáveis e efeitos desiguais

Mesmo enfraquecido, o La Niña tende a bagunçar a distribuição de chuvas. Algumas regiões devem enfrentar seca mais intensa, enquanto outras podem ver volumes maiores do que o normal. Esse padrão — típico de um La Niña fraco — já aparece nas análises dos Centros Globais de Previsão Sazonal da OMM.
A organização estima 55% de probabilidade de que o fenômeno permaneça ativo no trimestre entre dezembro e fevereiro, modulando o clima em várias partes do planeta. Para quem depende de previsões sazonais, essa oscilação exige atenção redobrada.
Rumo à neutralidade, mas sem El Niño à vista
Os indicadores oceânicos e atmosféricos observados em meados de novembro mostram condições limítrofes de La Niña. A tendência, segundo a OMM, é que o sistema caminhe para uma fase neutra do ENSO entre fevereiro e abril de 2026 — com probabilidade chegando a 75%.
E, para quem teme um retorno rápido do El Niño, a entidade é clara: a chance disso acontecer nos próximos meses é muito baixa.
O que tudo isso significa para você?
Em um mundo mais quente, até fenômenos clássicos como o La Niña estão se comportando de formas inesperadas. Entender essas mudanças ajuda a antecipar extremos, planejar agricultura, infraestrutura e até impactos no cotidiano. Fique atento às atualizações — o clima está mudando rápido, e acompanhar essas previsões nunca foi tão essencial.
[Fonte: Estadão]