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Ciência

Lava destrói câmera que monitorava vulcão no Havaí há quase um ano

Nem sempre dá tempo de sair do caminho. Uma câmera instalada para monitorar o vulcão Kilauea, no Havaí, foi simplesmente engolida pela lava durante uma erupção repentina no último sábado (6). O equipamento, operado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), registrava a atividade vulcânica em tempo real quando foi atingido em cheio — e as imagens impressionam pela força e velocidade do fenômeno.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O Kilauea está em erupção intermitente há quase um ano, mas o episódio surpreendeu até os cientistas mais experientes.

Uma erupção mais rápida do que o esperado

Segundo o USGS, a atividade do vulcão aumentou de forma abrupta. Em questão de minutos, fontes contínuas de lava começaram a jorrar da cratera, algumas alcançando até 30 metros de altura. Em meio à intensificação da erupção, um jato de lava avançou diretamente em direção à câmera.

O equipamento foi derrubado, mas continuou gravando por alguns segundos, registrando o momento exato em que a lava toma conta da cena. O vídeo rapidamente chamou atenção justamente por mostrar o quão imprevisível pode ser a atividade vulcânica, mesmo em um vulcão amplamente monitorado.

Kilauea: um dos vulcões mais ativos do planeta

Localizado dentro de uma área restrita do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, o Kilauea é considerado um dos vulcões mais ativos do mundo. Desde 23 de dezembro de 2024, ele vem expelindo lava de sua cratera quase semanalmente.

Em maio deste ano, o vulcão apresentou uma de suas fases mais intensas, com fontes de lava atingindo cerca de 300 metros de altura — o equivalente à Torre Eiffel, em Paris. Apesar da força das erupções, a área afetada permanece fechada ao público, justamente para evitar riscos à população.

Por que essas imagens são tão importantes

Além do impacto visual, o vídeo tem valor científico. Câmeras como essa ajudam pesquisadores a entender melhor o comportamento da lava, a dinâmica das erupções e os sinais que antecedem explosões mais intensas.

O episódio também serve de alerta: mesmo com tecnologia avançada e monitoramento constante, vulcões continuam sendo sistemas naturais altamente imprevisíveis.

Enquanto a câmera virou baixa da ciência, os dados coletados até o último segundo seguem ajudando especialistas a entender — e prever — o próximo passo de um dos vulcões mais inquietos do planeta.

[Fonte: G1 – Globo]

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