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Líderes Judaicos pedem que Apple e Google removam o X de Elon Musk por antissemitismo

Um grupo de 165 líderes judaicos denuncia o aumento do discurso de ódio na plataforma X e pressiona grandes empresas a boicotarem a rede social. A crescente controvérsia envolve processos judiciais e o envolvimento do governo dos EUA.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A plataforma X, de Elon Musk, enfrenta uma nova onda de críticas e pedidos de boicote. Um grupo de 165 líderes judaicos, incluindo rabinos e ativistas, emitiu um comunicado exigindo que Apple e Google removam o aplicativo X de suas lojas. O motivo seria a crescente disseminação de conteúdos antissemitas e extremistas desde que Musk comprou a rede social em 2022.

O que está acontecendo com o X?

Expansão do processo contra empresas que boicotam o X

Além da pressão de líderes judaicos, Musk está ampliando um processo judicial contra grandes empresas que optaram por não anunciar na plataforma. Marcas como Lego, Nestlé e Tyson Foods foram recentemente adicionadas à ação, na qual o X alega que essas companhias violaram leis antitruste ao boicotar a rede social.

Desde a aquisição do X, a plataforma tem sido acusada de abrigar discursos de ódio e extremismo. Muitos anunciantes já retiraram seu apoio, o que afetou significativamente a receita publicitária da empresa.

Acusações de antissemitismo contra Musk

Os líderes judaicos afirmam que Musk se tornou um dos principais disseminadores de antissemitismo no mundo. Entre as alegações contra o bilionário, destacam-se:

🔹 Um gesto semelhante à saudação nazista feito em um evento público.
🔹 Publicação de
teorias da conspiração antissemitas, incluindo a ideia da Grande Substituição.
🔹 Interação frequente com
figuras de extrema-direita e grupos neonazistas.
🔹 Apoio ao partido ultranacionalista
AfD na Alemanha.

O grupo X Out the Hate, que lidera o boicote contra a plataforma, enfatiza que Musk representa um perigo iminente para judeus e outros grupos vulneráveis ao redor do mundo.

O envolvimento de Musk no Governo dos EUA

Além das polêmicas no X, Musk tem ampliado sua influência no governo norte-americano. Segundo relatórios recentes, sua equipe obteve acesso a sistemas financeiros essenciais, incluindo o Tesouro dos EUA e a Administração de Serviços Gerais.

Há indícios de que seus aliados possam modificar dados governamentais, aumentando os temores sobre o alcance do bilionário dentro da administração pública.

Pedidos por boicote e saída da plataforma

O X Out the Hate exige que grandes anunciantes abandonem o X e que políticos, jornalistas e celebridades com mais de 100.000 seguidores excluam suas contas. O grupo também pressiona acionistas da Tesla e SpaceX para que cobrem maior responsabilidade sobre a conduta de Musk.

Musk reage com processos contra boicotes

Musk não tem lidado bem com as críticas e boicotes. No ano passado, ele processou a World Federation of Advertisers (WFA), responsável pela Global Alliance for Responsible Media (GARM), que incentiva as marcas a anunciarem apenas em plataformas seguras.

O impacto desse processo já pode ser sentido: a Unilever retomou seus anúncios no X em outubro, e Musk agora expande sua ação contra mais empresas.

O futuro do X e a influência de Musk

O bilionário parece mais fortalecido do que nunca, ampliando seu poder tanto no setor privado quanto no governo. Apesar das pressões externas, ele continua defendendo sua plataforma como um espaço de liberdade de expressão, ignorando os apelos para conter discursos de ódio.

O que resta saber é se as empresas e os consumidores permanecerão na rede ou se o boicote terá força suficiente para minar o império digital de Musk.

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