O que já foi feito
No fim de 2024, Lula prometeu isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que ainda depende de aprovação do Congresso para entrar em vigor em 2026. Além disso, ampliou a distribuição do gás de cozinha, que deve beneficiar 15,5 milhões de famílias carentes, e garantiu redução ou isenção da conta de luz para cerca de 60 milhões de brasileiros.
Essas ações têm alto apelo popular e representam bilhões de reais em subsídios. Mas, para o presidente, ainda não são suficientes para virar o jogo político.
O que vem por aí
Segundo informações de bastidores do Planalto, Lula pediu que a equipe econômica encontre espaço no Orçamento para duas novas medidas:
- aumento no valor do Bolsa Família, programa que atende milhões de famílias de baixa renda;
- passe livre no transporte urbano, proposta que poderia beneficiar diretamente trabalhadores e estudantes nas grandes cidades.
A missão foi repassada a Miriam Belchior, atual secretária-executiva da Casa Civil e ex-ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff.
O cálculo político
Pesquisas recentes mostram que a aprovação do governo está estável. Levantamento da Genial/Quaest, divulgado em setembro, apontou 46% de aprovação, contra 51% de reprovação. Já o Datafolha, publicado dias antes, mostrou a melhor marca do ano: 33% de avaliação positiva, mas ainda abaixo da negativa, de 38%.
Esses números explicam a pressa do Planalto. Com a reeleição em 2026 no horizonte, Lula aposta em programas de impacto imediato na vida da população — ainda que a oposição critique o que chama de uso da máquina pública.
Com medidas como passe livre e reforço no Bolsa Família, Lula aposta em retomar popularidade mesmo diante de críticas ao aumento de gastos. Resta saber se o eleitor vai enxergar esses anúncios como alívio real no bolso ou apenas como estratégia eleitoral.
[Fonte: Veja]