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Ciência

Maior Superlua de 2025 brilha no céu esta semana — entenda o fenômeno

Prepare o celular (ou o telescópio): a maior Superlua de 2025 promete iluminar o céu nesta quarta-feira (5) e deixar qualquer observador de queixo caído. Além de ser a segunda do ano, ela será também a mais brilhante — e a mais próxima da Terra.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O que faz a Superlua parecer tão “super”?

A Superlua acontece quando a Lua cheia coincide com o perigeu, o ponto em que o satélite natural está mais próximo da Terra em sua órbita elíptica. Essa proximidade faz com que ela pareça até 14% maior e 30% mais brilhante do que uma Lua cheia comum — um espetáculo que enche o céu e as redes sociais.

De acordo com o guia astronômico Starwalk Space, nesta quarta a Lua estará cerca de 7,9% maior e 16% mais luminosa que o normal. Parece pouca coisa, mas o efeito visual é impressionante — principalmente quando ela surge no horizonte, ainda alaranjada pela refração da luz na atmosfera.

Por que o tamanho e o brilho mudam?

Maior Superlua de 2025 brilha no céu esta semana — entenda o fenômeno
© https://x.com/NightSkyToday/

A Lua não orbita a Terra em um círculo perfeito, mas em uma elipse. Isso significa que há momentos em que ela está mais perto (perigeu, cerca de 356 mil km) e outros em que está mais distante (apogeu, mais de 406 mil km). Essa diferença de 50 mil quilômetros já é suficiente para enganar nossos olhos e criar o fenômeno que chamamos de Superlua.

A explicação científica é simples — mas a definição, nem tanto. O astrônomo e colunista Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia, lembra que o termo “Superlua” não é técnico: “Ele veio da astrologia e acabou sendo adotado pela astronomia moderna como forma de popularizar o interesse pelo céu. Muita gente ainda torce o nariz, achando que é só um nome de marketing para vender a Lua cheia no perigeu”, afirma.

Mesmo sem ser um evento de grande impacto científico, a NASA confirma que as Superluas podem influenciar as marés, deixando-as levemente mais altas — um efeito associado à proximidade da Lua, não à fase cheia em si.

Como aproveitar a melhor vista da Superlua

Quer ver a Superlua no seu auge? A dica é simples: olhe para o horizonte logo ao entardecer. É nesse momento que ela parece maior e ganha aquele tom alaranjado que transforma o fenômeno em um verdadeiro espetáculo visual.

Se o tempo ajudar e o céu estiver limpo, vale tentar capturar a cena com o celular — de preferência usando o modo noturno e apoiando o aparelho para evitar tremores. E não se preocupe se perder a data: haverá outras Superluas até o fim do ano, mas nenhuma tão intensa quanto esta.

Cada Lua cheia tem um nome (e uma história)

De acordo com o tradicional Old Farmer’s Almanac, cada Lua cheia do ano recebe um nome diferente, inspirado em costumes antigos de agricultores e caçadores norte-americanos. Veja algumas das de 2025:

  • Janeiro: Lua do Lobo
  • Março: Lua da Minhoca
  • Maio: Lua das Flores
  • Julho: Lua dos Cervos
  • Outubro: Lua da Colheita — também uma Superlua
  • Novembro: Lua do Castor — e a maior Superlua do ano
  • Dezembro: Lua Fria — a última Superlua de 2025

A Lua do Castor, que brilha agora em novembro, recebe esse nome porque, no hemisfério norte, era o período em que se caçava sob a luz intensa da Lua, logo após a colheita de outono. Ela iluminava os campos durante toda a noite, facilitando o trabalho dos caçadores antes do rigoroso inverno.

Em outras culturas, ela também é conhecida como Lua Branca (na China), Lua da Neve (entre praticantes de Wicca) e Lua do Comércio (na tradição Cherokee). No hemisfério sul, nomes populares incluem Lua do Milho, Lua da Flor e Lua do Leite.

Um show astronômico com sabor de tradição

Mais do que um fenômeno visual, a Superlua é um elo entre ciência, cultura e história. Cada nome, cada brilho e cada variação de cor contam um pouco sobre a relação humana com o céu. Mesmo em um mundo de inteligência artificial e satélites, o simples ato de olhar para a Lua continua nos lembrando do quanto ainda há para admirar — e descobrir — acima de nós.

[Fonte: Olhar digital]

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