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Tecnologia

De Zuckerberg a Bezos: a nova obsessão dos bilionários para se preparar para o fim do mundo

De mansões subterrâneas a ilhas exclusivas, nomes como Mark Zuckerberg, Jeff Bezos e Tom Cruise estão investindo em búnqueres de luxo. A tendência revela o novo medo dos super-ricos: sobreviver a um possível colapso global sem abrir mão do conforto.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Se antes o símbolo máximo de status eram jatos particulares, superiates e mansões extravagantes, agora os bilionários acrescentaram um novo item à lista: búnqueres de luxo. Esses refúgios subterrâneos, projetados para resistir a catástrofes globais, viraram o investimento favorito de quem pode gastar bilhões para garantir segurança absoluta — e, claro, privacidade.

O refúgio de Zuckerberg no Havaí

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© David Paul Morris / Bloomberg

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, está construindo um búnquer subterrâneo de 460 metros quadrados em sua propriedade no Havaí. O projeto faz parte de uma mansão gigantesca, mas o destaque é o espaço preparado para ser habitado de forma permanente em caso de colapso social ou desastre planetário.

Mais que um simples abrigo, trata-se de uma fortaleza equipada para sustentar vida por meses ou anos. A iniciativa reforça a ideia de que os super-ricos não querem apenas proteger seu patrimônio, mas também assegurar uma rota de sobrevivência caso “o pior” aconteça.

Indian Creek: a “ilha-búnquer” dos multimilionários

Outro exemplo dessa moda é Indian Creek, uma pequena ilha na Flórida conhecida como o “búnquer dos bilionários”. Com acesso ultrarrestrito e segurança reforçada, tornou-se o endereço de figuras como Jeff Bezos e até membros da família Iglesias.

O local combina luxo e isolamento: mansões milionárias rodeadas por vigilância 24 horas, heliportos e todo tipo de recurso para manter os moradores afastados do caos do mundo exterior.

Uma tendência que vai além do cinema

Se antes os búnqueres eram coisa de ficção científica ou paranoia da Guerra Fria, agora viraram estratégia concreta de gestão de risco para CEOs, artistas e investidores. Tom Cruise, por exemplo, também figura entre os nomes que não abrem mão de um refúgio de emergência.

Os novos modelos combinam design futurista com conforto de hotel cinco estrelas: piscinas, salas de cinema, academias e estoques de alimentos e água suficientes para longas temporadas. A lógica é clara: se o apocalipse chegar, melhor enfrentá-lo com todo o luxo possível.

O medo que move bilhões

Mas por que os bilionários estão apostando em búnqueres agora? Especialistas apontam que o cenário atual — marcado por tensões geopolíticas, crises climáticas, avanço da inteligência artificial e pandemias — alimenta a sensação de vulnerabilidade.

Para quem já conquistou tudo, perder o controle diante de uma catástrofe é o maior pesadelo. E, diferentemente da maioria das pessoas, eles têm recursos para transformar esse medo em concreto, aço e sistemas de ventilação ultramodernos.

Entre a proteção e a ostentação

Apesar de soarem como fortalezas de sobrevivência, esses refúgios também carregam um peso simbólico: mostram até que ponto vai o desejo dos super-ricos de se blindar contra incertezas. São investimentos que misturam prevenção e ostentação, criando uma nova categoria de luxo extremo.

Se servirão de fato como salvação em um cenário apocalíptico, ainda é uma incógnita. O certo é que, enquanto muitos discutem o futuro da humanidade, Zuckerberg, Bezos, Cruise e companhia já reservaram seus lugares embaixo da terra ou em ilhas privadas.


A nova tendência entre bilionários não são carros ou iates, mas sim búnqueres de luxo. Zuckerberg ergue um refúgio no Havaí, Bezos escolheu uma ilha exclusiva e até Tom Cruise aderiu à moda. Para eles, prevenir o apocalipse virou investimento — e também símbolo de status.

 

[ Fonte: AS ]

 

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