Pular para o conteúdo
Tecnologia

Meta prepara óculos de realidade aumentada com tela por preço de celular top de linha

Com codinome Hypernova, os novos óculos inteligentes da Meta prometem chegar ao mercado com tela integrada e preço competitivo: cerca de US$ 800, equivalente ao de um smartphone premium. A estratégia busca tornar o produto acessível e ampliar o interesse pela realidade aumentada.
Por

Tempo de leitura: 3 minutos

No universo da realidade aumentada, o preço tem se mostrado um fator decisivo. O Apple Vision Pro, lançado a US$ 3.500, ainda luta para encontrar público, apesar da tela de alta qualidade e da interface inovadora. A Meta parece ter aprendido com esse cenário e aposta agora em uma solução mais barata e prática: os óculos Hypernova, previstos para serem anunciados em setembro durante a conferência anual Meta Connect.

Hypernova: o que esperar do novo dispositivo

Segundo informações divulgadas por Mark Gurman, da Bloomberg, os óculos Hypernova devem custar cerca de US$ 800, valor bem abaixo dos rumores anteriores (entre US$ 1.000 e US$ 1.400). Embora ainda seja um investimento considerável, o preço os coloca no mesmo patamar de smartphones topo de linha como o Galaxy S25 ou o Google Pixel 9.

A principal novidade é a tela monocular integrada, recurso que amplia enormemente as possibilidades em relação aos Ray-Bans inteligentes da Meta, atualmente no mercado sem exibição de conteúdo visual.

Miniapps, notificações e controle por pulseira

Com a tela, os óculos Hypernova poderão rodar miniaplicativos, abrindo espaço para funções como navegação, mensagens e integração com serviços digitais. Além disso, a exibição de notificações deve resolver uma das principais limitações da geração atual de óculos da Meta.

Outro diferencial é o controle por pulseira sensora, que detecta movimentos das mãos para interagir com os apps. A tecnologia lembra o sistema de eletromiografia (EMG) usado no protótipo Orion, mas deve chegar em uma versão própria e simplificada.

Recursos já conhecidos, agora em versão turbinada

Assim como os Ray-Bans da Meta, o Hypernova deve manter câmera integrada para fotos e vídeos, microfones de boa qualidade e um assistente de voz. Mas a combinação com tela e miniapps transforma o produto em algo mais próximo de um substituto parcial do smartphone.

Com isso, o dispositivo pode atrair usuários dispostos a adiar a troca do celular em favor de um gadget inovador, que amplia o leque de funções do ecossistema digital.

A estratégia de preço

Ao posicionar os óculos Hypernova na faixa de US$ 800, a Meta aposta em um público disposto a gastar o mesmo valor que gastaria em um celular de ponta. A diferença é que, em vez de mais do mesmo, o consumidor teria acesso a um produto que traz novidade tecnológica e status de pioneirismo.

Em contraste, a estratégia da Apple com o Vision Pro — altíssimo preço em troca de uma experiência imersiva — ainda encontra barreiras para conquistar o grande público. A Meta, com a mesma lógica do headset Quest 3S, busca democratizar o acesso com preços mais próximos do consumo real.

Setembro pode marcar um novo capítulo

A expectativa é que o anúncio oficial aconteça em setembro de 2025, durante o Meta Connect. Caso se confirmem as especificações, os óculos Hypernova podem se tornar o primeiro grande produto de realidade aumentada com potencial de atingir um público mais amplo, além de abrir espaço para que os usuários comecem a enxergar os óculos inteligentes como um complemento ou até substituto parcial do smartphone.

 

Partilhe este artigo

Artigos relacionados