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Tecnologia

Meta quer alimentar sua IA com energia vinda do espaço: o plano de Zuckerberg que pode mudar o futuro dos data centers

Com o avanço da inteligência artificial, o consumo de energia disparou — e a Meta aposta em uma solução ousada: captar energia solar diretamente no espaço. O projeto envolve satélites, lasers e armazenamento de longa duração, e pode redefinir como grandes empresas lidam com eletricidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A inteligência artificial está crescendo em ritmo acelerado, mas existe um obstáculo cada vez mais evidente: energia. Treinar modelos avançados exige quantidades gigantescas de eletricidade, e as grandes empresas de tecnologia estão buscando alternativas para garantir esse abastecimento sem depender exclusivamente da rede tradicional.

Agora, a Meta, liderada por Mark Zuckerberg, decidiu apostar em uma solução que parece saída da ficção científica: energia solar captada no espaço.

Energia solar… fora da Terra

A 36 mil quilômetros acima de nossas cabeças: China construirá a primeira usina solar espacial do mundo e pode mudar a história da energia
© CAST.

A proposta envolve o uso de satélites posicionados em órbita geoestacionária, a cerca de 36 mil quilômetros da superfície terrestre. Nesse ponto, os equipamentos conseguem receber luz solar praticamente de forma contínua, sem interrupções causadas pela noite ou pelo clima.

A tecnologia é desenvolvida em parceria com a startup Overview Energy, com quem a Meta assinou um acordo para garantir até 1 gigawatt (GW) de energia — equivalente à produção de um grande reator nuclear.

Como a energia chega até a Terra

O sistema funciona captando a energia solar no espaço e transmitindo-a para a Terra por meio de lasers infravermelhos de baixa intensidade. Esses feixes são direcionados para instalações terrestres, onde a energia é convertida novamente em eletricidade utilizável.

A grande vantagem é que esse método permite gerar energia mesmo durante a noite, sem necessidade de expandir áreas com painéis solares tradicionais.

Uma solução para o problema da IA

O objetivo principal é alimentar os centros de dados da Meta, que estão consumindo cada vez mais energia com o avanço da inteligência artificial.

Modelos de IA em larga escala exigem infraestrutura robusta, e garantir uma fonte contínua e limpa de energia se tornou uma prioridade estratégica para empresas do setor.

Armazenamento para garantir estabilidade

Além da energia orbital, a Meta também firmou parceria com a Noon Energy para desenvolver sistemas de armazenamento de longa duração.

A ideia é utilizar tecnologias como células de combustível de óxido sólido e soluções baseadas em carbono para armazenar energia por mais de 100 horas — muito além do que baterias de lítio convencionais conseguem.

Isso permitiria manter o fornecimento estável mesmo quando outras fontes renováveis, como vento e sol terrestre, não estão disponíveis.

Um projeto ambicioso e de longo prazo

Zuckerberg
© X – @EstebanConcia

O plano inclui um projeto piloto de 25 megawatts previsto para 2028. A partir daí, a Meta pretende escalar a tecnologia até atingir sua capacidade máxima.

Segundo a empresa, o objetivo é iniciar operações comerciais por volta de 2030, dependendo do avanço tecnológico.

Um passo além na corrida energética

Embora a energia solar espacial não seja uma ideia nova, esse acordo representa um dos maiores compromissos comerciais já feitos nessa área.

A Meta já investiu fortemente em energia renovável nos últimos anos, contratando mais de 30 gigawatts globalmente. Agora, com esse novo projeto, a empresa dá um passo além — buscando não apenas energia limpa, mas também contínua e controlável.

O futuro da energia para tecnologia

Se a iniciativa der certo, pode transformar não apenas a Meta, mas toda a indústria de tecnologia. A capacidade de gerar energia no espaço e enviá-la para qualquer ponto da Terra abre possibilidades inéditas.

Mais do que uma solução para data centers, esse tipo de tecnologia pode redefinir como a humanidade produz e distribui energia.

Por enquanto, o projeto ainda enfrenta desafios técnicos e econômicos. Mas uma coisa é certa: na corrida pela inteligência artificial, quem resolver o problema da energia pode sair na frente.

[ Fonte: El Español ]

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