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Morte de jovem de 20 anos impulsa projeto de lei para corridas de rua

Uma proposta legislativa promete transformar os eventos de corrida de rua, exigindo laudo médico dos participantes. A medida, motivada por um caso trágico, gera debates sobre segurança, liberdade e responsabilidade dos organizadores diante de provas cada vez mais populares.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A crescente adesão às corridas de rua em grandes centros urbanos reacende o debate sobre os limites entre liberdade individual e segurança coletiva. Em Porto Alegre, um novo projeto de lei propõe exigir atestado médico para quem deseja participar desses eventos, após a morte de um jovem corredor durante uma prova. A medida já causa controvérsia e pode alterar a forma como esse tipo de evento é organizado.

O que diz o projeto de lei e por que foi criado

Morte de jovem de 20 anos impulsa projeto de lei para corridas de rua
© Pexels

A proposta foi protocolada pelo vereador Moisés Barboza (PSDB), logo após a morte de João Gabriel Hofstatter De Lamare, de 20 anos, na Maratona Internacional de Porto Alegre. O texto obriga a apresentação de um atestado médico emitido por profissional registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM), que comprove a aptidão física do atleta para realizar esforços intensos.

Esse documento poderá ser entregue de forma física no ato da inscrição ou digitalmente, e deverá obrigatoriamente ser validado pelo organizador da corrida. A medida busca prevenir tragédias como a que motivou sua criação e pretende trazer mais segurança aos participantes.

O projeto isenta da exigência as corridas recreativas com percurso inferior a 3 km, desde que não incentivem alto desempenho. Já os eventos competitivos que descumprirem a regra receberão advertência e, em caso de reincidência, estarão sujeitos a multa e até à suspensão do alvará por dois anos.

Reações e impacto no cenário esportivo

A justificativa do vereador é clara: proteger a vida e a saúde dos atletas. Segundo Barboza, a popularidade das corridas de rua exige que os organizadores assumam maior responsabilidade preventiva. Com exames simples, afirma ele, é possível garantir mais tranquilidade a todos os envolvidos.

Apesar das intenções, a proposta deve levantar discussões sobre o acesso ao esporte, burocratização de atividades populares e o papel do Estado na regulamentação da prática esportiva. Se aprovada, a chamada “Lei João Gabriel” poderá servir de modelo para outras cidades que enfrentam desafios semelhantes.

[Fonte: Correio do Povo]

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