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Mudança nas regras para trabalho em feriados promete impacto no comércio a partir de julho

Empresas do setor de comércio e serviços terão de se adaptar a novas exigências para funcionar durante feriados. A partir de julho, só será permitido abrir as portas nesses dias com acordo sindical, conforme nova norma do Ministério do Trabalho. Entenda o que muda e o que continua igual.
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A partir de 1º de julho de 2025, novas regras definidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego entram em vigor e prometem alterar a rotina de empresas que operam durante os feriados. A medida atinge, sobretudo, os setores de comércio e serviços, que agora precisarão de acordos formais com sindicatos para manter suas atividades nesses dias. A mudança retoma uma exigência legal que havia sido flexibilizada anteriormente.

Acordo sindical volta a ser obrigatório para feriados

Mudança nas regras para trabalho em feriados promete impacto no comércio a partir de julho
© Pexels

Com a revogação da flexibilização prevista na Portaria nº 671, de 2021, os empregadores só poderão escalar funcionários para o trabalho em feriados se houver negociação coletiva com o sindicato da categoria. A nova portaria, assinada em 2023, havia sido adiada, mas finalmente será implementada em julho.

Segundo o governo federal, a atualização busca restabelecer a conformidade com a Lei nº 10.101/2000, que já previa a necessidade de acordo sindical para o setor comercial funcionar em feriados. A regra vale para supermercados, shoppings, lojas e outros estabelecimentos, salvo os que têm autorização legal permanente, como serviços essenciais, turismo e entretenimento.

Remuneração continua com os mesmos direitos

Apesar das mudanças no funcionamento, os direitos trabalhistas permanecem inalterados. Quem trabalhar em feriado continua tendo direito a pagamento em dobro ou a uma folga compensatória.

Empresas que descumprirem a nova norma estarão sujeitas a penalidades, incluindo multas. O Ministério do Trabalho reforça que a medida visa proteger os direitos dos trabalhadores e garantir que acordos coletivos sejam respeitados.

[Fonte: UOL]

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