A NASA recebeu uma ordem direta para acelerar o envio de um reator nuclear à superfície lunar até o fim de 2029, após alertas de que China e Rússia pretendem instalar seus próprios sistemas antes de 2030. A informação consta em uma diretiva interna assinada por Sean Duffy, administrador interino da agência, e revelada pela CNBC.
Uma corrida pela energia lunar

O documento afirma que o país que primeiro ativar um reator na Lua poderá declarar uma zona de exclusão, dificultando a instalação de futuras bases rivais. Para evitar que o programa Artemis perca espaço estratégico, a NASA deve lançar, em até 60 dias, um edital para empresas do setor nuclear e aeroespacial.
O objetivo é instalar um sistema de fissão de 100 quilowatts, energia suficiente para abastecer cerca de 80 casas nos EUA. Embora modesta, essa capacidade é considerada um salto tecnológico para operações em ambientes lunares hostis.
Obstáculos técnicos e políticos
O plano depende de microreatores nucleares, que ainda não foram licenciados pela Comissão Reguladora Nuclear e não existem em solo americano. Além disso, o projeto exigirá um módulo de pouso pesado com capacidade para 15 toneladas, capaz de transportar o reator e sistemas de suporte vital.
O avanço ocorre em meio a pressões políticas: a NASA enfrenta cortes orçamentários propostos pelo governo Trump e segue sem administrador confirmado pelo Senado, com Duffy ocupando o cargo de forma interina.
Um desafio de segurança nacional
Segundo a diretiva, perder a liderança nuclear lunar pode comprometer a viabilidade do Artemis e abrir caminho para restrições impostas por rivais. Para os EUA, a disputa não é apenas científica: tornou-se questão de segurança nacional e de liderança tecnológica.
[ Fonte: Infobae ]