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Trump envia submarinos nucleares e Kremlin reage: “Numa guerra nuclear não há vencedores”

A tensão entre Estados Unidos e Rússia voltou a crescer após Donald Trump ordenar o envio de dois submarinos nucleares. O Kremlin respondeu com cautela e reforçou o alerta de que ameaças atômicas podem ter consequências imprevisíveis, enquanto mantém abertas as portas para o diálogo diplomático.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A nova escalada entre as duas maiores potências nucleares do planeta ganhou força após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de deslocar dois submarinos nucleares em resposta às declarações provocativas do ex-presidente russo Dmitri Medvedev. O Kremlin reagiu lembrando ao mundo que, quando se fala em armamento atômico, não existem vencedores.

O alerta do Kremlin

A tensão entre Estados Unidos e Rússia voltou a crescer após Donald Trump ordenar o envio de dois submarinos nucleares.
© X -@RoiLopezRivas

“Numa guerra nuclear não há vencedores”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do governo russo, durante sua tradicional coletiva por telefone. Ele pediu “grande prudência” ao lidar com declarações sobre arsenais nucleares e alertou para os riscos de transformar palavras em ameaças concretas.

A fala veio após Trump justificar o envio de submarinos como uma medida preventiva diante das provocações de Medvedev, que hoje ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia. O presidente americano chegou a chamá-lo de “bocudo” e afirmou: “Quando se menciona a palavra ‘nuclear’, penso: ‘Sejamos cautelosos, porque é a ameaça definitiva’”.

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O conflito verbal começou depois que Medvedev criticou o ultimato de 10 dias dado por Washington para que Moscou aceitasse uma trégua na guerra da Ucrânia. Em sua conta na rede X, ele alertou: “Trump deve lembrar duas coisas. Primeiro: a Rússia não é Israel nem o Irã. Segundo: cada novo ultimato é um passo rumo à guerra. Não com a Ucrânia, mas com o próprio país dele”.

Trump respondeu rapidamente pelo Truth Social, dizendo ter ordenado o posicionamento de dois submarinos nucleares “nas regiões apropriadas”, para garantir que “essas palavras insensatas sejam apenas palavras e nada mais”. Em entrevista à Newsmax, reforçou: “Sempre queremos estar preparados. Só quero me certificar de que são só palavras e nada além disso”.

O presidente não especificou se os submarinos são apenas de propulsão nuclear ou se carregam mísseis atômicos. Localizações exatas permanecem classificadas por motivos de segurança nacional.

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Apesar da escalada retórica, Moscou manteve sinalizações diplomáticas. Peskov confirmou que o enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, visitará Moscou e que encontros com autoridades russas — inclusive com Vladimir Putin — são possíveis.

“Estamos sempre satisfeitos em receber o senhor Witkoff em Moscou. Consideramos esses contatos importantes, significativos e muito úteis”, disse o porta-voz, destacando que a Rússia segue comprometida com uma solução política para o conflito ucraniano.

Ele ainda elogiou os esforços de mediação dos Estados Unidos: “O diálogo continua, e esses esforços são relevantes inclusive no contexto das negociações diretas entre Rússia e Ucrânia”.

Entre a retórica nuclear e o esforço de paz

A crise acontece em meio à frustração crescente de Trump diante da intensificação dos bombardeios russos na Ucrânia. Enquanto os dois países controlam a maior parte do arsenal nuclear do mundo, especialistas alertam que cada provocação verbal aumenta o risco de incidentes perigosos.

Mesmo com submarinos posicionados e discursos duros, Moscou insiste que prefere uma saída diplomática. Já Trump tenta equilibrar demonstração de força com mensagens de alerta — lembrando que, como Peskov frisou, numa guerra nuclear, ninguém vence.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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