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Tecnologia

Netflix aposta em anúncios e estreia efeitos visuais com IA em nova série

Com planos ambiciosos para publicidade e inteligência artificial, a gigante do streaming muda de rumo. A plataforma quer monetizar seus bilhões de horas assistidas com mais anúncios — e, pela primeira vez, usou IA generativa em efeitos visuais para uma série de ficção científica.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O cenário do streaming está mudando — e a Netflix está liderando a transformação. A empresa que ajudou a decretar o fim dos comerciais na TV agora está investindo pesado em publicidade, enquanto também aposta na inteligência artificial como aliada na produção audiovisual. O futuro da plataforma passa por novos formatos de monetização e por ferramentas tecnológicas que prometem reduzir custos e acelerar processos criativos.

Publicidade: de vilã a aposta estratégica

Durante uma reunião com investidores nesta quinta-feira, executivos da Netflix anunciaram que a receita com publicidade deve dobrar ainda em 2025. Desde o lançamento do plano com anúncios, em 2022, o número de usuários nesta categoria chegou a impressionantes 94 milhões.

A empresa revelou também que pretende incluir anúncios interativos em seus conteúdos — recurso já utilizado por concorrentes como Amazon Prime Video e Hulu. Além disso, eventos ao vivo, como jogos da NFL no Natal e a luta entre Canelo Álvarez e Terence Crawford, estão no radar para atrair anunciantes com grandes audiências em tempo real.

Greg Peters, co-CEO da Netflix, destacou que a plataforma concluiu o lançamento global de sua própria tecnologia de anúncios (ad tech stack), o que deve facilitar a oferta de novos formatos publicitários e atrair mais parceiros comerciais. Analistas estimam que os anúncios poderão gerar mais de US$ 4 bilhões dos cerca de US$ 45,2 bilhões projetados em receita total para o ano.

Grok para o governo dos EUA

No primeiro semestre de 2025, os usuários assistiram a 95 bilhões de horas de conteúdo na Netflix. A série mais assistida foi o drama britânico Adolescence, com 145 milhões de visualizações, seguida por sucessos como Round 6 (Squid Game), Ginny & Georgia e o infantil Ms. Rachel, estrelado por uma ex-YouTuber e ativista pró-infância em Gaza.

O objetivo da empresa agora é monetizar esse engajamento não só por meio das assinaturas, mas também por meio da publicidade — uma nova via de crescimento que a plataforma pretende explorar ao máximo.

Inteligência artificial entra em cena

Enquanto Greg Peters focava nos anúncios, o co-CEO Ted Sarandos trouxe outro destaque à conversa: a inteligência artificial. Segundo ele, a tecnologia não está sendo usada apenas para reduzir custos, mas também para melhorar a qualidade das produções.

O primeiro exemplo prático foi revelado: a série argentina de ficção científica “El Eternauta” é a primeira produção da Netflix a utilizar imagens finais geradas por IA (GenAI).

Sarandos explicou que uma das cenas, que mostra o colapso de um prédio em Buenos Aires, foi feita com ferramentas de IA e completada 10 vezes mais rápido do que seria possível com métodos tradicionais de efeitos visuais. Além disso, o custo para realizar essa sequência com VFX convencionais teria sido inviável para o orçamento da série.

Um novo capítulo no streaming

Entre interações com avatares, anúncios customizados e cenas criadas por inteligência artificial, a Netflix parece determinada a reinventar o streaming mais uma vez. O que começou como uma revolução contra os comerciais, agora vê nos anúncios e na IA o caminho para um modelo de negócios mais sustentável — e possivelmente ainda mais lucrativo.

 

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