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Nova exigência dos EUA pode custar até US$ 15 mil a certos turistas – e isso é só o começo

A partir de agosto, entrar nos Estados Unidos pode ficar muito mais caro para cidadãos de alguns países. Uma medida inédita traz valores elevados, reembolsos condicionais e uma mensagem clara sobre o futuro da imigração. Entenda o que muda, quem será afetado e por que essa decisão pode ser um divisor de águas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Os Estados Unidos acabam de anunciar uma mudança drástica em suas regras de entrada que pode impactar milhares de viajantes. Pela primeira vez, será exigida uma fiança financeira para quem deseja visitar o país com visto de turismo ou negócios. A decisão, ainda em fase de teste, promete reembolsos — mas também envia um sinal claro: a política migratória americana está endurecendo.

Uma nova barreira financeira para entrar nos EUA

O Departamento de Estado dos EUA divulgou que cidadãos de dois países africanos — Maláui e Zâmbia — precisarão pagar uma fiança de até US$ 15.000 para obter o visto B1 (negócios) ou B2 (turismo). A medida entra em vigor no dia 20 de agosto como parte de um programa piloto, e tem como objetivo principal reduzir o número de pessoas que permanecem no país além do prazo autorizado.

Segundo dados oficiais, 14% dos visitantes de Maláui e 11% dos de Zâmbia excederam o tempo de permanência permitido em 2023. A resposta do governo americano foi clara: quem cumprir os prazos terá o valor reembolsado. Já quem ultrapassar, perderá a fiança integralmente.

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O aviso está dado: mais rigor nas fronteiras

Embora a iniciativa comece com apenas dois países e cerca de 2.000 solicitantes, ela marca uma mudança de postura nos Estados Unidos. A fiança média será de US$ 10.000, e o governo já deixou claro que a experiência pode ser expandida. O sinal é evidente: o controle migratório será mais rígido e mais caro.

Além dessa fiança, novas tarifas foram implementadas recentemente. Desde julho, é cobrada uma “taxa de integridade de visto” de pelo menos US$ 250 para visitantes temporários. Também foi criada uma tarifa inédita para pedidos de asilo: US$ 100 no início do processo, com outros US$ 100 por cada ano em que o caso permanecer pendente.

Um divisor de águas na política de imigração americana

Em 2024, os EUA emitiram quase 11 milhões de vistos não-imigrantes. Com essa nova abordagem, o país pretende restringir abusos no sistema sem impedir totalmente a entrada de estrangeiros. No entanto, para muitos, a mensagem é clara: viajar para os Estados Unidos agora exige não apenas documentos — mas também dinheiro, e muito.

O futuro das viagens aos EUA pode estar mudando. E essa fiança é apenas o primeiro passo.

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