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Nova regra no Pix promete ampliar devolução de valores em casos de fraude

Um reforço inédito na segurança do Pix foi anunciado pelo Banco Central. As novas medidas permitem rastrear melhor o caminho do dinheiro em fraudes e acelerar pedidos de contestação. A promessa é aumentar a chance de reembolso para vítimas e tornar golpes menos atrativos para criminosos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Em apenas quatro anos de funcionamento, o Pix se tornou o meio de pagamento mais popular do país, mas também alvo frequente de criminosos. Agora, o Banco Central anunciou mudanças no Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para garantir a restituição de valores em situações de fraude, golpe ou coerção. A atualização traz rastreamento mais eficiente e autoatendimento, prometendo agilizar o processo e ampliar a proteção dos usuários.

O que muda no sistema de devolução

Atualmente, o MED permite a devolução de valores apenas da conta usada inicialmente no crime. O problema é que, em muitos casos, os fraudadores transferem rapidamente os recursos para várias outras contas, dificultando a recuperação.
Com a atualização, o MED passará a rastrear o caminho completo percorrido pelas transferências, compartilhando informações entre os bancos envolvidos. Isso deve permitir a recuperação de valores mesmo após múltiplas movimentações.
Segundo o Banco Central, as devoluções poderão ser realizadas em até 11 dias após a contestação, ampliando as chances de reembolso às vítimas. A nova versão do sistema estará disponível em 23 de novembro e será obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.

Autoatendimento direto nos aplicativos

Outra mudança importante será a possibilidade de contestar transações diretamente nos aplicativos das instituições financeiras. A partir de 1º de outubro, qualquer cliente poderá registrar o pedido de devolução sem necessidade de falar com atendentes.
A medida deve acelerar o processo, aumentando as chances de que os recursos ainda estejam na conta do fraudador no momento do bloqueio. Para o Banco Central, a simplificação é um passo essencial para tornar o Pix mais seguro e eficiente diante do crescimento dos golpes.

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© YouTube

Como funciona hoje o MED

O Mecanismo Especial de Devolução pode ser acionado em até 80 dias após a transação suspeita. Hoje, o processo funciona da seguinte forma:

  • O cliente registra a reclamação junto ao banco.

  • A instituição analisa se o caso se enquadra no MED.

  • Se aceito, o valor é bloqueado na conta do recebedor por até 7 dias.

  • Caso não seja constatada fraude, o dinheiro é liberado. Confirmada a irregularidade, a vítima recebe de volta o valor total ou parcial, dentro do limite do saldo existente.

  • Quando há devolução parcial, o banco do fraudador deve bloquear novos depósitos recebidos até quitar o valor ou até o prazo máximo de 90 dias.

Além de golpes e fraudes, o MED também cobre falhas operacionais, como transações duplicadas. Nesses casos, a devolução deve ocorrer em até 24 horas.

Impacto esperado das mudanças

Com a ampliação do rastreamento e a inclusão do autoatendimento, especialistas acreditam que o sistema ficará mais eficiente, dificultando a vida dos criminosos e aumentando a segurança para os milhões de usuários que utilizam o Pix diariamente.
Para o Banco Central, a atualização é parte de um esforço contínuo para manter o Pix como sinônimo de praticidade e confiança, equilibrando velocidade de pagamentos com proteção contra fraudes.

Fonte: CNN Brasil

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