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Tecnologia

Novo Nissan Kicks 2026 estreia com motor turbo e mais tecnologia, mas preço assusta

A nova geração do SUV compacto traz avanços importantes no conjunto mecânico e em segurança, com motor 1.0 turbo e sistemas semiautônomos. O desempenho agrada, mas o preço das versões topo de linha pode afastar quem busca custo-benefício.
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Tempo de leitura: 3 minutos

 A Nissan deu início às vendas do Kicks 2026 no Brasil com promessas de maior eficiência, conforto e segurança. Com produção nacional e motor inédito 1.0 turbo, o modelo tenta ganhar espaço em um segmento cada vez mais competitivo. Apesar das evoluções claras, o valor elevado das versões mais equipadas pode pesar contra.

Novo motor turbo e câmbio DCT: bom, mas não empolga

A principal mudança mecânica do novo Kicks é o abandono do antigo motor 1.6 aspirado, substituído por um moderno 1.0 turbo flex de três cilindros. O propulsor entrega até 125 cv com etanol e 220 Nm de torque, sempre associado a um câmbio automatizado de dupla embreagem (DCT) com seis marchas e embreagem banhada a óleo.

Esse tipo de transmissão oferece trocas rápidas e suaves, além de maior durabilidade no uso urbano. Embora não seja explosivo, o conjunto oferece desempenho satisfatório: segundo a Nissan, o SUV vai de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos.

Nos testes da imprensa, o novo conjunto foi bem avaliado, especialmente em rodovias, onde o motor mostra agilidade. No entanto, o peso do veículo limita um pouco o fôlego, principalmente em comparação com modelos como o Renault Kardian, que utiliza um conjunto similar com mais leveza.

Consumo equilibrado com gasolina

Os dados de consumo, aferidos pelo Inmetro, também mostram números competitivos. Com etanol, o SUV faz 7,8 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada. Com gasolina, os resultados sobem para 11,7 km/l e 14,3 km/l, respectivamente.

Durante uma avaliação em trecho misto de 100 km entre Mogi das Cruzes e Itatiba (SP), o modelo demonstrou bom equilíbrio entre desempenho e economia, sem surpresas negativas.

Segurança em destaque com pacote ADAS e nota máxima

Um dos pontos fortes do novo Kicks está no pacote de segurança. O modelo traz de série seis airbags e estrutura reforçada. Nas versões mais completas, há ainda um conjunto de tecnologias avançadas de assistência à condução (ADAS), que inclui:

  • Controle de cruzeiro adaptativo (ACC)

  • Frenagem autônoma de emergência (AEB)

  • Alerta de colisão frontal

  • Assistente de permanência em faixa

  • Sistema ProPILOT de condução semiautônoma

O SUV recebeu cinco estrelas no Latin NCAP, o que fortalece sua reputação em segurança, mesmo que algumas montadoras critiquem o rigor dos testes da entidade.

Plataforma moderna e dirigibilidade refinada

O Kicks 2026 é construído sobre a mesma plataforma do Nissan Juke europeu, o que resulta em melhorias de rigidez estrutural, isolamento acústico e conforto ao rodar. A dirigibilidade é outro destaque, com direção elétrica precisa e respostas rápidas do conjunto motor-câmbio.

A Nissan também investiu em melhorias aerodinâmicas, como assoalho plano e reforços internos que ajudam a conter os ruídos do motor três cilindros em altas rotações.

Preço elevado: obstáculo à competitividade

Apesar dos avanços, o preço pode ser um fator decisivo. A versão topo de linha do novo Kicks pode ultrapassar os R$ 199 mil, valor considerado alto diante de rivais com motores mais potentes ou equipamentos similares.

A Nissan aposta no pacote tecnológico e no conjunto mecânico moderno para justificar o reposicionamento. Ainda assim, para muitos consumidores, o custo-benefício pode pesar contra.

Conclusão: evolução evidente, mas sem surpreender

O novo Kicks representa um salto em relação à geração anterior, com melhorias importantes em desempenho, segurança e refinamento. O motor turbo e o câmbio DCT banhado a óleo são avanços bem-vindos, assim como o pacote de assistência à condução. Contudo, em um mercado cada vez mais exigente, o preço elevado pode limitar o alcance do modelo, especialmente entre os que buscam mais potência ou melhor relação custo-benefício.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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