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Novo país começa a multar passageiros apressados no desembarque de voos — e o motivo vai além da etiqueta

Levantou antes da hora ou tentou sair do avião fora da ordem? Em um país europeu, esse comportamento agora pode sair caro. A medida busca conter atitudes que colocam em risco a segurança a bordo e atrasam o desembarque. Descubra como essa mudança está afetando viajantes e companhias aéreas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A pressa para sair do avião assim que ele toca o solo é um comportamento comum, mas que em certos lugares começa a ter consequências reais. Na Turquia, um novo regulamento passou a multar passageiros que não respeitam o protocolo de desembarque — medida que reflete uma crescente preocupação com a segurança, o conforto e a eficiência nos voos comerciais.

 

Turquia declara guerra à pressa no corredor

A Direção Geral de Aviação Civil da Turquia emitiu uma circular determinando que passageiros que se levantarem antes do avião parar completamente, abrirem os bagageiros ou se apressarem para ocupar o corredor antes de seu turno, poderão ser multados. A medida vale para voos que aterrissam no país e será aplicada por recomendação direta do diretor da agência, Kemal Yüksek.

Segundo o comunicado, comportamentos como desafivelar o cinto, levantar-se com o avião ainda taxiando ou formar aglomerações nos corredores atrapalham o processo de desembarque e comprometem a segurança de todos os passageiros.

 

Comportamentos recorrentes e riscos ignorados

A circular menciona um “aumento significativo” nas reclamações sobre esse tipo de atitude. Além de serem incômodas, essas ações podem colocar passageiros e bagagens em risco, além de atrasar a saída dos demais ocupantes da aeronave. A penalização tem como objetivo não só reforçar a segurança, mas também melhorar a experiência coletiva durante os voos.

Embora a circular não especifique o valor exato das multas, a imprensa local informa que a penalidade pode chegar a 2.603 liras turcas — cerca de 67 dólares.

 

A segurança começa antes da porta se abrir

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© Unsplash

A regra também se apoia em normativas internacionais, como as da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), que orientam as tripulações a alertar o piloto caso algum passageiro se levante durante o taxiamento. Para especialistas, o momento de rolagem até o portão é tão delicado quanto o voo, e qualquer distração pode representar um risco.

De acordo com a comissária de bordo Jennifer “Jaki” Johnson, também fundadora da Jetsetter Chic, essa é “uma questão de segurança” — e não apenas um problema de etiqueta.

 

Educação, paciência e bom senso

Especialistas em comportamento em voos reforçam que, salvo casos urgentes como conexões apertadas, os passageiros devem esperar que as fileiras à frente desembarquem primeiro. No entanto, levantar-se discretamente para esticar as pernas — desde que sem obstruir o corredor — ainda é considerado aceitável após o aviso de que o cinto de segurança pode ser desafivelado.

A pressa desnecessária, por outro lado, é vista cada vez mais como desrespeitosa e contraproducente, especialmente em voos lotados.

 

Passageiros indisciplinados: um desafio global

O problema não é exclusivo da Turquia. A Associação Internacional de Transporte Aéreo já havia classificado passageiros indisciplinados como “um problema significativo” desde 2019. Em 2017, registrava-se um incidente a cada 1.053 voos.

Nos Estados Unidos, o ano de 2021 marcou um pico de confrontos entre viajantes e tripulações, muitos deles ligados ao uso obrigatório de máscaras. Embora os números tenham caído nos anos seguintes, em 2024 a FAA ainda recebeu quase 900 relatos de má conduta nos nove primeiros meses — superando o total registrado em todo o ano de 2018.

 

Comportamentos impacientes dentro dos aviões agora podem custar caro — literalmente. A nova regra turca inaugura um debate importante sobre convivência, respeito às normas e segurança em viagens aéreas. Afinal, esperar a sua vez pode ser o menor dos sacrifícios para um voo mais tranquilo.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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