O salário mínimo é a base de garantia para milhões de brasileiros com carteira assinada. E a partir do dia 1º de julho, mudanças significativas entrarão em vigor em dois estados: São Paulo e Rio Grande do Sul. Os novos valores superam a inflação recente e devem beneficiar diretamente trabalhadores formais, servidores e aposentados que não possuem piso definido por convenções ou acordos específicos.
São Paulo reajusta piso e amplia benefícios para servidores

Em São Paulo, o salário mínimo estadual passará de R$ 1.640 para R$ 1.804, representando um aumento de 10%. O reajuste supera a inflação acumulada de 4,5% e gera um ganho real de aproximadamente 5%. O novo valor será aplicado a trabalhadores que não têm piso definido por legislação federal, convenções coletivas ou acordos específicos.
Além disso, o governo paulista anunciou um reajuste linear de 5% para servidores públicos ativos, aposentados e pensionistas, alcançando cerca de 925 mil profissionais. Também foi criado um abono complementar para garantir que nenhum servidor receba menos que o novo salário mínimo estadual.
Rio Grande do Sul define novos pisos em cinco faixas
O Rio Grande do Sul também aprovou um reajuste de 8% no piso estadual, com valores diferenciados por categorias de trabalhadores. O novo mínimo será dividido em cinco faixas, variando conforme o setor de atuação:
- Faixa 1: R$ 1.789,04 — inclui trabalhadores domésticos, rurais, da construção civil e motoboys;
- Faixa 2: R$ 1.830,23 — abrange setores como vestuário, calçados, saúde e telemarketing;
- Faixa 3: R$ 1.871,75 — para profissionais das indústrias alimentícia, química e do comércio;
- Faixa 4: R$ 1.945,67 — engloba trabalhadores da indústria metalúrgica, gráfica, vigilância e educação;
- Faixa 5: R$ 2.267,21 — destinada a técnicos de nível médio.
Esses reajustes reafirmam o papel dos pisos estaduais como mecanismos complementares à política salarial nacional, proporcionando maior proteção para categorias não contempladas por convenções trabalhistas específicas. A expectativa é que essas mudanças fortaleçam o poder de compra e tragam mais estabilidade econômica aos trabalhadores afetados.
[Fonte: Diário do Comércio]