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Ciência

Novo telescópio da NASA supera expectativas em 30% e promete revelar segredos do universo

O telescópio espacial Nancy Grace Roman surpreendeu engenheiros da NASA ao apresentar desempenho óptico quase 30% melhor que o previsto. Avanço permitirá observar galáxias e exoplanetas com maior precisão.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A NASA acaba de anunciar um resultado surpreendente para uma de suas missões espaciais mais ambiciosas. O telescópio Nancy Grace Roman, lançado em agosto de 2026, apresentou desempenho óptico quase 30% superior às expectativas após uma série de ajustes extremamente precisos. A conquista representa um passo importante para investigar a energia escura, estudar galáxias distantes e procurar planetas fora do Sistema Solar.

Um ajuste menor que um fio de cabelo fez a diferença

O resultado foi alcançado após engenheiros da NASA realizarem testes e calibrações nos instrumentos do observatório.

Uma das operações mais delicadas envolveu o espelho secundário do telescópio, movimentado por uma distância equivalente a aproximadamente um dezesseis avos da espessura de um fio de cabelo humano.

Embora praticamente imperceptível, essa alteração foi suficiente para melhorar o alinhamento do sistema óptico.

Antes dos ajustes, os engenheiros já haviam constatado que os componentes estavam posicionados com precisão excepcional.

Segundo a NASA, que divulgou os resultados em 14 de outubro, os testes realizados antes do lançamento foram fundamentais para garantir o desempenho do equipamento no espaço.

Qual foi a melhoria de 30% registrada pela NASA?

O avanço está relacionado à qualidade óptica do instrumento principal, chamado Wide Field Instrument (WFI).

Antes do lançamento, os especialistas haviam estabelecido uma referência de aproximadamente 90 nanômetros para o erro da frente de onda, medida utilizada para avaliar a precisão com que a luz é focalizada.

Depois das correções, esse erro caiu para apenas 63 nanômetros.

Isso representa uma redução de 30% no erro óptico em relação ao valor de referência, permitindo obter imagens mais nítidas.

O resultado não significa que o telescópio ficou 30% mais potente em todas as suas funções, mas que seu sistema óptico apresentou precisão superior à exigida inicialmente.

A câmera principal possui 18 detectores e aproximadamente 300 megapixels, permitindo registrar enormes regiões do céu com grande detalhamento.

Telescópio poderá investigar bilhões de galáxias

O Nancy Grace Roman foi desenvolvido para responder a algumas das maiores perguntas da astronomia moderna.

Entre seus principais objetivos está investigar a energia escura, fenômeno associado à expansão acelerada do universo.

O observatório também estudará a distribuição da matéria escura, cuja presença é identificada principalmente por seus efeitos gravitacionais.

Outra característica importante é seu amplo campo de visão.

Embora tenha um espelho principal de 2,4 metros, semelhante ao do Hubble, o Roman consegue observar uma região do céu muito maior em uma única exposição.

Essa capacidade permitirá realizar levantamentos astronômicos extensos e analisar a distribuição de galáxias ao longo de bilhões de anos.

Busca por exoplanetas também será beneficiada

Novo telescópio da NASA supera expectativas em 30% e promete revelar segredos do universo
© NASA / JPL-Caltech

Além de estudar a estrutura do universo, o Roman contribuirá para a descoberta de planetas fora do Sistema Solar.

Seu instrumento de campo amplo poderá identificar exoplanetas por meio de microlentes gravitacionais, fenômeno que ocorre quando a gravidade de um objeto modifica temporariamente a luz de outro mais distante.

O telescópio também possui um coronógrafo experimental, projetado para bloquear a luz intensa das estrelas e facilitar a observação de objetos próximos a elas.

Esse instrumento já alcançou os requisitos esperados de desempenho óptico, embora ainda precise passar por novas calibrações.

Com os resultados positivos, o Roman se aproxima do início de suas observações científicas regulares.

A precisão superior à prevista aumenta o potencial da missão para produzir imagens detalhadas e investigar fenômenos que ainda desafiam a astronomia.

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