Durante mais de um século, o Guanabara foi palco de encontros históricos. Passaram por ali figuras políticas como Getúlio Vargas, Jânio Quadros e Adhemar de Barros — e artistas que marcaram gerações, entre eles Raul Seixas, Geraldo Vandré e Benito Di Paula. Mas a história mais curiosa é uma lenda que se recusa a morrer: dizem que o próprio Santos Dumont já tomou um chope no balcão e até rabiscou aviõezinhos em guardanapos.
O guardião dessas memórias é Vavá do Bixiga, garçom da casa há mais de 40 anos. Ele viu de perto boa parte dessas visitas ilustres e virou uma atração à parte, sempre pronto para contar causos e relembrar o passado com o sorriso de quem faz parte dele.
Tradição que se serve à mesa
Além do clima nostálgico, o cardápio do Bar Guanabara é um mergulho nos sabores tradicionais da capital. A feijoada, a picanha na brasa e o filé à parmegiana dividem espaço com a lendária coxa creme — o prato mais pedido da casa. Para acompanhar, há chope gelado, sucos naturais e drinques clássicos (inclusive sem álcool).
Com 115 anos de história, o bar segue atraindo tanto turistas quanto paulistanos que querem sentir o gostinho da São Paulo de antigamente — e isso em pleno Centro Histórico.
Uma nova fase sem perder o sabor da história
Em 2025, o Bar Guanabara iniciou um novo capítulo. O estabelecimento está passando por reformas estruturais e renovação do cardápio, prometendo aprimorar o atendimento e a experiência dos clientes, mas sem abrir mão do charme que o tornou uma instituição da cidade.
Localizado na Avenida São João, 128, o bar funciona de segunda a sexta, das 11h30 às 16h, e aos sábados até as 17h. Mais do que um restaurante, o Guanabara é um patrimônio vivo — um lembrete de que tradição e boa comida nunca saem de moda.
[Fonte: São Paulo Secreto]