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Ciência

O eclipse solar mais longo em 10 mil anos terá duração recorde e já movimenta a comunidade científica

Com visibilidade privilegiada em partes da América do Sul e África, o fenômeno promete ser um dos espetáculos celestes mais impressionantes da história humana.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Mesmo faltando mais de um século e meio para acontecer, um eclipse solar já provoca expectativa entre astrônomos, cientistas e admiradores do céu. Previsto para julho de 2186, o fenômeno será o mais longo dos últimos 10 mil anos e poderá durar mais de sete minutos — uma raridade astronômica que já entrou no radar de observatórios ao redor do mundo.

Por que esse eclipse será tão extraordinário?

O eclipse solar mais longo em 10 mil anos terá duração recorde e já movimenta a comunidade científica
© Pexels

A previsão da NASA indica que a fase total do eclipse solar de 2186 terá duração de incríveis 7 minutos e 29 segundos, superando com folga o recorde anterior de 2009, que teve 6 minutos e 39 segundos. Essa marca só será possível devido a uma combinação quase perfeita de fatores astronômicos.

Primeiramente, a Terra estará no afélio, o ponto mais distante do Sol, o que faz o astro parecer ligeiramente menor. Ao mesmo tempo, a Lua estará no perigeu — seu ponto mais próximo da Terra —, parecendo maior e capaz de cobrir o Sol por mais tempo. Além disso, o eclipse ocorrerá perto da linha do equador, região onde a geometria da órbita favorece eclipses mais longos.

Essa rara coincidência de distâncias e ângulos tornará o evento um dos mais espetaculares já registrados pela humanidade.

Onde o fenômeno poderá ser observado

O eclipse será visível principalmente sobre o oceano Atlântico, mas algumas regiões da América do Sul e da África terão a oportunidade única de testemunhá-lo em solo firme. No Brasil, a região Norte deverá ter as melhores condições de visibilidade. A Guiana Francesa, partes do Caribe e países da África Ocidental, como Gana e Togo, também estarão na rota do espetáculo.

Esses locais poderão experimentar mais de sete minutos de escuridão em pleno dia, quando o céu ficará completamente encoberto pela sombra da Lua. Um verdadeiro espetáculo astronômico que, apesar de ainda distante, já causa fascínio e mobiliza esforços científicos para ser devidamente registrado.

A ciência já está se preparando

Mesmo que nenhuma das pessoas vivas hoje possa ver o eclipse de 2186, a ciência não está esperando. Diversos observatórios ao redor do mundo já trabalham em estudos e planejamentos para que, quando o momento chegar, o evento seja documentado com o máximo de precisão e riqueza de detalhes.

Com os avanços esperados na tecnologia até lá, é provável que esse eclipse seja acompanhado por instrumentos altamente sofisticados, revelando informações ainda mais precisas sobre a dinâmica entre a Terra, a Lua e o Sol.

Enquanto isso, a contagem regressiva já começou. O eclipse de 2186 promete ser mais do que um fenômeno astronômico: será um lembrete da nossa pequenez diante do universo — e da grandeza dos eventos que ele ainda reserva para o futuro.

[Fonte: Diário do Litoral]

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