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Ciência

Uma façanha inédita realizada por satélites europeus simulou um eclipse solar no espaço, revelando imagens impressionantes da coroa do Sol

Essa inovação promete transformar a forma como estudamos nossa estrela — e pode responder mistérios que intrigam os cientistas há décadas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Fenômenos como eclipses solares sempre fascinaram a humanidade, mas desta vez o evento não foi gerado pela natureza. Em uma missão ousada e de alta precisão, a Agência Espacial Europeia conseguiu criar o primeiro eclipse solar artificial da história. O experimento pode revolucionar a compreensão que temos do Sol e abre novas possibilidades para a astronomia.

O eclipse feito por humanos

Uma façanha inédita realizada por satélites europeus simulou um eclipse solar no espaço, revelando imagens impressionantes da coroa do Sol
© https://x.com/ChinaScience

A missão responsável por essa conquista é a Proba-3, da ESA (Agência Espacial Europeia), composta por dois satélites que voam em formação a uma distância de apenas 150 metros um do outro. Cada um deles tem uma função específica: o satélite chamado Occulter transporta um disco de bloqueio de luz com 1,4 metro de diâmetro, enquanto o Coronagraph carrega os instrumentos científicos e câmeras de alta precisão para registrar a coroa solar.

O alinhamento entre os satélites precisa ser extremamente preciso, com margem de erro inferior a 1 milímetro. Em março, eles conseguiram executar essa manobra autonomamente e mantiveram o alinhamento por horas, capturando uma série de imagens em exposições curtas.

O resultado foi uma sequência impressionante de registros da parte mais externa da atmosfera solar, a coroa, que atinge temperaturas de milhões de graus. As imagens, unidas em composições fotográficas completas, mostram detalhes nunca antes vistos desse componente essencial do Sol.

Impacto científico e novos objetivos da missão

Os cientistas envolvidos na missão afirmam que essas imagens são promissoras e podem ajudar a esclarecer questões antigas sobre o funcionamento da estrela que sustenta a vida na Terra. Joe Zender, um dos responsáveis pelo projeto, destacou a emoção ao ver os primeiros dados. Já o pesquisador Andrei Zhukov, do Observatório Real da Bélgica, afirmou estar empolgado com os resultados e anunciou que o próximo objetivo é prolongar o tempo de observação para até seis horas por órbita.

Lançamento estratégico e baixo custo

A missão Proba-3 foi lançada em 5 de dezembro de 2024 a partir do centro espacial Satish Dhawan, na Índia. O foguete indiano foi escolhido não apenas por sua eficiência técnica, mas também por ser uma alternativa mais econômica. A escolha do local de lançamento foi estratégica para colocar os satélites na órbita ideal para o experimento.

Com esse feito, a ciência espacial europeia deu um passo ousado rumo ao futuro do estudo solar — provando que, com tecnologia e precisão, até mesmo um eclipse pode ser criado sob encomenda.

[Fonte: UOL]

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