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Ciência

O perigo nas bebidas energéticas que pode afetar o coração

Elas prometem energia imediata, foco e melhor desempenho, mas a ciência mostra que o preço pode ser alto. Pesquisadores alertam que o consumo de bebidas energéticas está ligado a riscos cardíacos, metabólicos e neurológicos, inclusive em pessoas jovens e saudáveis. Descubra o que revelam os estudos e quais alternativas são mais seguras.
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Tempo de leitura: 2 minutos

As bebidas energéticas conquistaram espaço entre adolescentes, atletas e trabalhadores que buscam prolongar a disposição. Coloridas, acessíveis e anunciadas como “combustível instantâneo”, elas se tornaram um fenômeno global. No entanto, especialistas da Mayo Clinic advertem que os efeitos sobre o coração, o metabolismo e o cérebro podem ser mais graves do que parecem — principalmente quando o consumo é frequente ou combinado com outras substâncias.

O que realmente existe dentro de uma lata

À primeira vista, parecem inofensivas, mas sua composição combina altas doses de cafeína, açúcar e estimulantes como taurina, guaraná, ginseng e ginkgo biloba. Uma única lata pode conter entre 75 e 260 miligramas de cafeína — até o equivalente a duas xícaras de café — e cerca de 70 gramas de açúcar, ou 15 colheres de chá.

Diferente do café, que traz antioxidantes e compostos benéficos, as bebidas energéticas usam cafeína sintética em concentração elevada, somada a aditivos que reforçam o efeito estimulante. Isso gera um impacto maior no sistema nervoso e aumenta o risco de dependência e reações adversas.

Impactos no coração, na mente e no corpo

Pesquisas indicam que apenas uma lata pode elevar a pressão arterial em até sete pontos em menos de meia hora. Para indivíduos sensíveis, isso pode resultar em palpitações, arritmias e sensação de ansiedade.

No cérebro, os efeitos vão além da insônia: há registros de irritabilidade, convulsões e alterações de humor em consumidores frequentes. No metabolismo, o excesso de açúcar e cafeína contribui para resistência à insulina, ganho de peso e desgaste dos rins e do fígado.

A situação se agrava quando combinadas com álcool. Estima-se que 42% dos atendimentos de emergência relacionados a energéticos envolvem também o consumo de bebidas alcoólicas, aumentando o risco de intoxicação e colapsos cardíacos.

Quem corre mais riscos

Crianças e adolescentes são os mais vulneráveis, pois possuem menor peso corporal e sistema nervoso em desenvolvimento. Gestantes, lactantes e pessoas com hipertensão, ansiedade, arritmias ou doenças cardíacas também devem evitar totalmente esse tipo de produto.

Outro erro comum é consumir energéticos antes de atividades físicas intensas. O esforço aliado à estimulação artificial pode sobrecarregar o coração, causando tontura, taquicardia e até colapso cardiovascular.

Como reduzir os riscos e o que escolher no lugar

A Mayo Clinic recomenda observar os rótulos e optar por versões com menos cafeína e açúcar. Sintomas como tremores, insônia e palpitações são sinais claros de alerta. Nesses casos, é essencial reduzir a ingestão ou interromper o consumo com orientação médica.

Entre substitutos mais seguros estão o café, o chá verde, a erva-mate e o cacau puro, todos com antioxidantes naturais. Além disso, hábitos saudáveis — sono adequado, hidratação, alimentação equilibrada e exercícios regulares — são estratégias comprovadas para manter energia e foco sem riscos.

“Os verdadeiros pilares de uma vida ativa não estão em uma lata, mas em escolhas diárias que fortalecem corpo e mente”, afirma a especialista Anna Svatikova.

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