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Tecnologia

O que a OpenAI descobriu sobre quem realmente usa o ChatGPT

Um novo estudo mostra que o uso do ChatGPT é bem diferente do que muitos imaginam. O chatbot da OpenAI se consolidou mais no dia a dia pessoal do que no profissional, revelando tendências inesperadas de idade, gênero e comportamento. E os dados levantam questões sobre o futuro dessa tecnologia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Nos últimos anos, o ChatGPT deixou de ser visto apenas como uma ferramenta de trabalho para se transformar em um assistente cada vez mais presente na rotina pessoal de milhões de usuários. Uma pesquisa em parceria com a NBER revela quem usa a tecnologia, de que forma e o que isso pode significar.

As três formas mais comuns de uso

O levantamento aponta que cerca de 80% das interações com o ChatGPT se concentram em três categorias principais: guia prático, busca de informação e escrita.

A primeira envolve tutoriais, aprendizado e até sugestões criativas. A segunda substitui, em muitos casos, a pesquisa tradicional na internet. Já a terceira — a escrita — inclui redação de e-mails, documentos, traduções e edição de textos, sendo também a categoria mais associada ao uso profissional.

Apesar disso, a pesquisa revelou que programar com o ChatGPT ainda é relativamente raro: apenas 4,2% das mensagens em junho de 2025 tinham relação com códigos de informática.

O trabalho perde espaço

Outro dado relevante mostra que o uso do ChatGPT para fins profissionais está em queda. Em junho de 2024, quase metade das interações (47%) eram ligadas ao trabalho; em 2025, essa fatia caiu para 27%.

Por outro lado, os usos pessoais dispararam: passaram de 53% para 73% em apenas um ano. Esse resultado reflete também a dificuldade de muitas empresas em obter retorno imediato de suas aplicações de inteligência artificial.

Idade e padrões de uso

O estudo revelou ainda que os jovens são os principais usuários da ferramenta. Aproximadamente 46% das mensagens vieram de pessoas entre 18 e 25 anos, excluindo menores de idade. Essa faixa etária é a mais inclinada a utilizar o ChatGPT para questões pessoais, enquanto o uso ligado ao trabalho aumenta conforme a idade cresce.

Curiosamente, apenas 2% das mensagens analisadas correspondiam a quem buscava no chatbot um “amigo” ou “terapeuta”. Mas pesquisas independentes apontam que esse número pode ser bem maior, especialmente entre adolescentes, dos quais um em cada três já usou IA para interação social.

A mudança de gênero entre usuários

Outro dado surpreendente é a transformação no perfil de gênero. No início, a base era predominantemente masculina: cerca de 80% em 2022. Em junho de 2025, essa proporção caiu para 48%, com equilíbrio quase total entre homens e mulheres.

Esse aumento na participação feminina mostra que o ChatGPT deixou de ser um espaço restrito a um nicho de usuários para se tornar uma ferramenta mais ampla e diversa.

Dados analisados pela própria IA

Há, porém, um detalhe importante: a categorização das mensagens foi feita pela própria inteligência artificial da OpenAI. Ou seja, os resultados podem conter vieses ou imprecisões.

Mesmo assim, as tendências identificadas oferecem um retrato claro: o ChatGPT está se consolidando cada vez mais como um aliado da vida pessoal, redefinindo o que significa usar IA no cotidiano.

 

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