Uma noite que parecia rotineira no Aeroporto Internacional de São Paulo foi interrompida por uma operação policial intensa que obrigou a paralisação de voos. A ação envolveu confronto, helicóptero e uma tragédia, além de expor uma antiga preocupação: a vulnerabilidade das rotas próximas à área de embarque. Saiba o que aconteceu, quais as consequências e o que já havia ocorrido em situações anteriores.
Helicóptero sobrevoa comunidade e paralisa aeroporto

Na noite de segunda-feira, uma ocorrência policial mudou a rotina em Guarulhos. Por volta das 21h, a Polícia Militar foi acionada para atender um caso envolvendo o sequestro de uma vítima em um estabelecimento comercial. A pessoa foi levada até uma comunidade localizada atrás do Terminal São João, o que levou os policiais a se deslocarem imediatamente até a região.
Durante a operação, houve troca de tiros entre os agentes e três suspeitos. Um deles foi baleado, socorrido e posteriormente faleceu na UPA local. Os outros dois conseguiram escapar em direção a uma área de mata, forçando o acionamento do helicóptero Águia da PM, que sobrevoou a área em busca dos fugitivos. Esse sobrevoo interferiu diretamente no espaço aéreo, o que levou a GRU Airport a suspender as decolagens por 15 minutos.
Repetição de episódios semelhantes e rota investigada
Esta não foi a primeira vez que o aeroporto foi afetado por eventos externos. No mês anterior, drones sobrevoando a pista provocaram a interrupção das operações por 46 minutos. Seis voos foram cancelados e 35 sofreram impactos. A Polícia Federal suspeita que o episódio tenha ligação com o tráfico de drogas, que estaria tentando usar a área vizinha como rota de entrada para cocaína.
A investigação revelou ainda que existe uma rota clandestina que conecta comunidades próximas à zona restrita de Cumbica, facilitando a ação de criminosos. Nos vídeos registrados por moradores durante a operação mais recente, é possível ver o helicóptero circulando a comunidade, dando uma dimensão da gravidade da situação e da proximidade entre o aeroporto e as áreas de risco.
[Fonte: G1 – Globo]