Desde que James Gunn e Peter Safran assumiram o comando criativo do universo cinematográfico da DC, fãs aguardam ansiosamente para ver como será essa nova fase. A espera termina em 11 de julho com a estreia de “Superman”, o primeiro filme do novo DCU. Em entrevista, Gunn revelou como o longa vai muito além do herói clássico — e já antecipa o que está por vir em títulos como “Supergirl”, “Lanterns” e “Clayface”.
Um mundo onde o extraordinário é normal
Segundo James Gunn, o novo universo DC será diferente de tudo o que o público já viu — inclusive do Universo Marvel. “Esse não é o nosso mundo com super-heróis inseridos. É um mundo onde coisas como duendes gigantes nos céus fazem parte da paisagem urbana — e isso não é a coisa mais estranha que alguém já viu”, explicou o diretor em entrevista ao io9.
Essa abordagem representa uma mudança significativa em relação às versões anteriores da DC nos cinemas, que muitas vezes retratavam super-heróis como novidades em um mundo realista. Aqui, Gunn propõe um universo em que o fantástico é parte do cotidiano — e isso, segundo ele, abre espaço para “muitas surpresas”.
Um universo com tons variados
Gunn também destacou que o novo DCU terá espaço para diversidade de tons e estilos, refletindo a variedade presente nas graphic novels da editora. “Um dos motivos pelos quais eu quis trabalhar com a DC foi justamente poder criar algo que refletisse o que há de melhor nos quadrinhos — obras com artistas e escritores diferentes, com tons diferentes, que não seguem sempre a mesma fórmula”, afirmou.
Essa variedade será visível logo nos primeiros projetos que estão por vir. Gunn cita como exemplo “Supergirl: Woman of Tomorrow”, dirigido por Craig Gillespie, que será tratado como uma fantasia espacial, completamente distinta do clima de “Superman”. Já “Lanterns”, série comandada por Damon Lindelof e Chris Mundy, terá um tom mais realista e sombrio, com forte carga investigativa.
De horror corporal a sátira violenta
A diversidade temática do novo universo DC vai ainda mais longe. A segunda temporada de “Peacemaker”, série criada pelo próprio Gunn, deve manter o tom sarcástico e brutal da primeira fase. Já “Clayface”, outro projeto em desenvolvimento, será centrado no personagem homônimo e trará elementos de horror corporal — algo inédito em adaptações anteriores da DC.
Segundo Gunn, a ideia é que cada obra do DCU tenha sua identidade própria, sem perder a coesão geral. “Quero garantir que haja espaço para projetos com tons muito diferentes. Eles não precisam parecer todos iguais. Isso é o que vai tornar o universo mais divertido”, disse.
Superman como ponto de partida
Apesar de inaugurar a nova fase, “Superman” não tentará ditar um único estilo para todo o universo. Pelo contrário, ele servirá como porta de entrada para uma abordagem mais ampla e flexível. O filme mostrará que tudo é possível: heróis clássicos, fantasia, mistério, sátira e até terror — todos coexistindo em um mesmo multiverso coerente.
Essa liberdade criativa pode ser o diferencial do novo DCU em relação ao modelo consolidado pela Marvel, que muitas vezes foi criticado pela uniformidade de seus filmes. Gunn e Safran apostam na ideia de pluralidade narrativa como motor da inovação.