As televisões que hoje parecem modernas e completas podem estar com os dias contados. Uma mudança prestes a ser oficializada pelo governo vai afetar diretamente os lares brasileiros, impondo uma nova exigência tecnológica. E o detalhe surpreendente: nem todos oFs aparelhos atuais, por mais recentes que sejam, estarão preparados para essa transição.
O que está por trás da mudança

O governo brasileiro está prestes a implementar a chamada TV 3.0, uma nova geração de transmissão que promete integrar a TV aberta com recursos da internet. Isso significa que, para ter acesso aos novos serviços, será necessário um conversor especial — e, em muitos casos, nem mesmo as Smart TVs atuais serão compatíveis.
Embora o decreto ainda não esteja em vigor, ele já foi enviado à Casa Civil e deve ser oficializado no segundo semestre. A mudança, mesmo que gradativa, deverá afetar grande parte da população, já que o novo sistema não funcionará nos modelos tradicionais de televisores.
O que muda com a chegada da TV 3.0
A TV 3.0 funcionará de forma diferente da atual: os canais poderão ser acessados por meio de aplicativos, como já acontece com os serviços de streaming. Além dos programas ao vivo, os usuários poderão consumir conteúdos extras sob demanda — e ainda receber propagandas personalizadas com base em seus hábitos de consumo.
Outra novidade: será possível interagir com os programas. Imagine assistir a uma novela e, com poucos cliques, comprar um item que o personagem está usando. Essa integração entre conteúdo e comércio será uma das marcas da nova fase da TV no país.
O impacto nos lares e o custo da adaptação
Como os televisores compatíveis ainda não estão disponíveis no mercado, será necessário adquirir um adaptador específico, cujo preço estimado gira em torno de R$ 400. Para parte da população, essa será uma despesa significativa — especialmente considerando que muitos aparelhos relativamente novos não oferecerão suporte à nova tecnologia.
O governo estuda mecanismos para facilitar a transição, como linhas de financiamento para fabricantes e a distribuição gratuita dos conversores para famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico. Ainda assim, a substituição em massa pode levar anos, e quem preferir poderá continuar usando a TV tradicional por pelo menos mais uma década.
Mas, para aqueles que quiserem acompanhar todas as possibilidades que a TV 3.0 promete, a mudança será inevitável.
[Fonte: Diário do Litoral]