Mês de nascimento e longevidade: qual a relação?
Uma pesquisa conduzida pelo Colégio de Atuários da Catalunha, na Espanha, analisou os dados de mais de 17 milhões de pessoas e revelou que o mês de nascimento pode influenciar na probabilidade de chegar aos 100 anos.
A explicação pode estar na exposição a doenças sazonais nos primeiros meses de vida. Bebês nascidos no inverno e no início da primavera tendem a ter menor risco de infecções respiratórias, o que favorece uma saúde mais forte ao longo da vida. Esse fator pode contribuir para um envelhecimento mais saudável e maior expectativa de vida.
Como o estudo foi realizado no Hemisfério Norte, as estações são diferentes das do Brasil. Assim, enquanto os meses mais favoráveis na Espanha seriam janeiro, fevereiro e março, no Brasil essa vantagem pode estar associada a agosto, setembro e novembro, que correspondem ao inverno e à primavera no Hemisfério Sul.
Quem tem mais chances de viver até os 100 anos?
O estudo apontou que muitas pessoas centenárias nasceram nos meses identificados como mais favoráveis. Um exemplo é Maria Branyas, que até agosto de 2024 era considerada a pessoa mais velha do mundo, com 117 anos. Outro caso notável é Jeanne Louise Calment, que viveu até os 122 anos e também nasceu em um dos meses identificados na pesquisa.
Além disso, os pesquisadores notaram que muitos atletas de alto rendimento nasceram nesses mesmos períodos. Entre os exemplos citados no estudo estão Cristiano Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Aitana Bonmatí e Alexia Putellas, todos nascidos entre janeiro e março. Isso sugere que o mês de nascimento pode influenciar não apenas a longevidade, mas também o desempenho físico e esportivo.
Apesar dos achados, os pesquisadores ressaltam que esses dados se aplicam à população espanhola e podem variar conforme o país, devido a diferenças climáticas e ambientais.
O impacto do ambiente na expectativa de vida
Além do mês de nascimento, outros fatores ambientais podem influenciar a longevidade. De acordo com um artigo publicado na Revista Internacional de Envelhecimento e Longevidade, a exposição a certos vírus na infância e o ambiente de crescimento podem ter efeitos duradouros na saúde, impactando diretamente a expectativa de vida.
O estudo reforça a importância de compreender como o ambiente nos primeiros meses de vida pode afetar nossa saúde ao longo dos anos, abrindo caminho para novas pesquisas sobre longevidade e bem-estar.
[Fonte: ND+]