Entre compromissos e rotinas aceleradas, pequenos sinais do corpo passam despercebidos. Inchaço nas pernas, sensação de peso ou leve vermelhidão podem indicar uma condição que atinge milhares de brasileiros todos os anos: a trombose. Conhecer seus sintomas e causas é essencial para agir rapidamente e evitar complicações sérias que podem surgir de forma silenciosa.
Entendendo o que é a trombose e por que ela preocupa

A trombose ocorre quando coágulos de sangue se formam em veias profundas, principalmente nas pernas ou coxas, dificultando ou impedindo o fluxo sanguíneo adequado. Esse bloqueio pode causar dor, inchaço, aquecimento local e sensação de peso, ainda que, em alguns casos, os sintomas sejam discretos.
O perigo maior surge quando esses coágulos se desprendem da região em que se formaram e percorrem a corrente sanguínea até órgãos vitais, como pulmões, coração ou cérebro. Esse processo, chamado embolia, pode ter consequências fatais se não for diagnosticado e tratado com rapidez.
De janeiro a maio de 2025, mais de 9 mil internações foram registradas no SUS por complicações associadas à trombose. O número é alarmante e reforça a importância de prestar atenção a sinais simples que o corpo envia.
O que pode desencadear a formação de coágulos
Engana-se quem pensa que apenas pessoas idosas ou com problemas cardiovasculares estão em risco. A trombose pode afetar qualquer pessoa, especialmente quando há longos períodos de imobilidade. Ficar horas sentado durante uma viagem longa, permanecer deitado após uma cirurgia ou até maratonar séries por um fim de semana inteiro podem aumentar significativamente o risco.
Esse tipo de trombose, associada à falta de movimentação, é até apelidada de “trombose do viajante”. A prevenção inclui medidas simples como levantar-se regularmente, alongar as pernas, usar roupas confortáveis e manter uma boa hidratação.
Além disso, cirurgias ortopédicas, oncológicas ou ginecológicas — como as de quadril e joelho — também elevam os riscos. Nestes casos, os pacientes são acompanhados de perto pelas equipes médicas justamente por pertencerem a grupos mais suscetíveis.
O uso de anticoncepcionais, principalmente em mulheres entre 20 e 40 anos, também está entre os fatores que merecem atenção. A combinação de hormônios com histórico familiar ou outros fatores de risco pode potencializar a formação de coágulos.
Estilo de vida também pesa. O sedentarismo, o tabagismo e a obesidade contribuem diretamente para o desenvolvimento da condição, tornando ainda mais importante a adoção de hábitos saudáveis.
Tipos de trombose e o que esperar de cada um
Nem toda trombose evolui para um quadro grave. Em muitos casos, como na trombose aguda, o próprio organismo é capaz de dissolver o coágulo naturalmente, sem deixar sequelas. Porém, a atenção médica é sempre necessária para garantir que não haja agravamento.
O tipo mais preocupante é a trombose crônica. Ela ocorre quando, durante o processo de dissolução do coágulo, as válvulas das veias são danificadas. Essa alteração compromete o retorno do sangue ao coração, provocando sintomas persistentes como inchaço, escurecimento da pele, dor contínua e até o surgimento de feridas.
Pacientes com trombose crônica precisam de acompanhamento constante, já que a condição pode impactar diretamente a qualidade de vida.
O que fazer diante dos primeiros sinais
Notar sintomas como dor repentina, inchaço ou calor localizado nas pernas deve ser um sinal de alerta. Ao suspeitar de trombose, a busca por atendimento médico deve ser imediata. O diagnóstico precoce reduz as chances de embolia e de agravamento do quadro.
O tratamento geralmente envolve medicamentos anticoagulantes, que impedem o crescimento do coágulo e evitam novos episódios. Em alguns casos, são indicadas meias de compressão para ajudar na circulação ou até procedimentos para inserção de filtros em grandes veias, especialmente quando há risco de embolia pulmonar.
Situações mais graves exigem o uso de heparina ou outras medicações específicas, sempre sob supervisão médica. A boa notícia é que, com o tratamento adequado e a adoção de hábitos preventivos, é possível controlar a condição e evitar consequências mais sérias.
Aviso final: Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica. Ao menor sinal de alteração, procure um profissional de saúde.
[Fonte: Terra]