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Ciência

O superalimento que estimula o cérebro e pode regenerar neurônios, segundo a ciência

Um estudo australiano revelou que um cogumelo milenar, conhecido como "juba de leão", pode fortalecer a memória e promover o crescimento de novas células cerebrais. Consumido há décadas na medicina oriental, ele começa a ganhar espaço também na neurociência moderna.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Com o avanço da ciência, cresce o interesse por alimentos que vão além da nutrição básica e oferecem benefícios reais à saúde cerebral. Um desses superalimentos é o Hericium erinaceus, mais conhecido como “melena de león” ou “juba de leão”. Usado há décadas na medicina tradicional chinesa, esse cogumelo chamou a atenção de pesquisadores por sua capacidade de proteger e regenerar o cérebro.

Um aliado poderoso contra o declínio cognitivo

Melena De Leon
© X/@BestMe_Lab

De acordo com um estudo realizado por cientistas australianos e publicado na revista Journal of Neurochemistry em 2023, o consumo da juba de leão pode prevenir o declínio cognitivo ao estimular o crescimento de neurônios no hipocampo — área do cérebro ligada à memória e ao aprendizado.

A pesquisa mostrou que compostos presentes nesse cogumelo favorecem a regeneração dos nervos periféricos e estimulam a neurogênese (formação de novas células nervosas), algo que poucas substâncias naturais conseguem fazer.

O que torna esse cogumelo tão especial?

O Hericium erinaceus se destaca por conter três substâncias-chave para a saúde cerebral e intestinal:

  • Betaglucanos: fortalecem o sistema imunológico e ajudam na regulação do intestino.

  • Hericenonas: compostos bioativos que estimulam o crescimento de neurônios.

  • Ergosterol: antioxidante que protege as células contra danos.

Essa combinação atua não só na função cognitiva, mas também na criação e manutenção da microbiota intestinal, que tem ligação direta com o humor, o sono e a concentração.

Uma tradição milenar com base científica

Apesar de pouco conhecido em países como o Brasil e a Argentina, o Hericium erinaceus é amplamente utilizado na China, onde é cultivado há mais de 60 anos para fins medicinais. Estima-se que o país produza cerca de 10 toneladas por ano desse cogumelo.

Na natureza, a juba de leão cresce sobre troncos mortos de árvores de madeira dura, como a faia. No entanto, hoje já é possível cultivá-lo em ambientes controlados, como serragem esterilizada, o que facilita sua produção e comercialização em larga escala.

Como consumir e onde encontrar

O cogumelo pode ser consumido em sua forma natural, seco ou em cápsulas, geralmente como suplemento alimentar. Em países com acesso facilitado, ele é encontrado em lojas de produtos naturais, farmácias de manipulação ou plataformas online.

Especialistas indicam que o uso deve ser feito com orientação médica, especialmente para pessoas com condições neurológicas, para garantir a dose ideal e evitar interações com medicamentos.

O futuro da alimentação e da neurociência

O reconhecimento do Hericium erinaceus como um alimento funcional reforça a importância de olhar para a natureza em busca de soluções preventivas e terapêuticas. Em tempos de envelhecimento populacional e aumento de doenças neurodegenerativas, incluir alimentos com potencial neuroprotetor na rotina pode ser uma estratégia poderosa para manter o cérebro saudável por mais tempo.

Com base em estudos promissores, a juba de leão surge como um dos principais candidatos naturais no combate ao declínio cognitivo — unindo tradição milenar à ciência de ponta.

 

Fonte: Infobae

 

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