O calendário astronômico de 2025 chega ao fim com um dos fenômenos mais aguardados por cientistas e curiosos: o último eclipse solar do ano. O evento, parcial, poderá ser observado em regiões específicas do planeta e trará diferentes níveis de cobertura solar. Para quem não está em áreas privilegiadas, haverá transmissões online em tempo real.
Onde será visível o eclipse

O fenômeno atingirá áreas do Pacífico Sul, Atlântico, Antártida, Austrália e Nova Zelândia. Cidades como Auckland, Wellington e Christchurch terão entre 60% e 73% de cobertura solar. Na Ilha Macquarie, o espetáculo será ainda mais intenso, chegando a quase 80% de ocultação.
Já em Sydney, o efeito será mínimo, com apenas 1% de cobertura, e em Melbourne simplesmente não será visível. Países do Pacífico, como Samoa, Fiji e Tuvalu, também poderão observar uma fração do eclipse, embora em menor escala.
Na América do Sul, incluindo o Brasil, o eclipse não será visível a olho nu. Mas é possível acompanhar transmissões ao vivo em tempo real por observatórios e plataformas digitais.
Horários do eclipse solar de 21 de setembro
De acordo com os cálculos astronômicos, o evento terá uma duração total de cerca de quatro horas e meia. Confira os principais horários (TU – Tempo Universal):
- Início da fase parcial (17h29 TU)
- Argentina, Uruguai e Chile: 14h29
- Miami e Nova York: 13h29
- México: 11h29
- Colômbia e Peru: 12h29
- Espanha: 19h29
- Brasil (horário de Brasília): 14h29 — não visível diretamente
- Máximo do eclipse (19h41 TU)
- Argentina, Uruguai e Chile: 16h41
- Miami e Nova York: 15h41
- México: 13h41
- Colômbia e Peru: 14h41
- Espanha: 21h41
- Brasil (horário de Brasília): 16h41 — não visível diretamente
- Fim do eclipse (21h53 TU)
- Argentina, Uruguai e Chile: 18h53
- Miami e Nova York: 17h53
- México: 15h53
- Colômbia e Peru: 16h53
- Espanha: 23h53
- Brasil (horário de Brasília): 18h53 — não visível diretamente
O que é um eclipse solar parcial
Segundo a NASA, o eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz. No caso do dia 21 de setembro, será parcial, já que o alinhamento não será perfeito, criando no céu a aparência de um meio círculo luminoso.
Cuidados para observar o fenômeno
Astrônomos alertam que nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. O recomendado é utilizar óculos especiais para eclipse ou filtros solares homologados. Também é possível recorrer a métodos indiretos, como projetores artesanais ou a projeção com binóculos. Observar sem precauções pode causar danos irreversíveis à visão.
O que vem por aí no calendário astronômico
Este eclipse encerra a temporada que já havia trazido um eclipse lunar total em 7 de setembro. O próximo evento solar será em 17 de fevereiro de 2026, com um eclipse anular visível a partir da Antártida.
Mais adiante, em 12 de agosto de 2026, ocorrerá um dos grandes destaques da década: um eclipse solar total visível em regiões da Rússia, Groenlândia, Islândia e Espanha, além de observação parcial em boa parte da Europa, África e América do Norte.
Um espetáculo para fechar 2025
O eclipse solar de setembro fecha o ano com um espetáculo cósmico que reforça nossa conexão com os ciclos celestes. Mesmo em países onde não será visível, a tecnologia garante que milhões possam acompanhar ao vivo. Um lembrete de que, em meio à rotina terrestre, o universo segue em constante movimento.
[ Fonte: Canal26 ]