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Obsession: o filme de terror que transforma um desejo em pesadelo absoluto

Com simplicidade cruel e originalidade rara, Curry Barker entrega um horror que mistura sustos, humor desconfortável e violência visceral. A trama, centrada em um desejo inocente que sai do controle, já nasce como uma das experiências mais perturbadoras e criativas do gênero em 2025.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quando parece que o cinema de terror já explorou todos os clichês possíveis, surge uma ideia tão simples e perversa que parece incrível ninguém ter pensado nisso antes. Obsession, novo longa de Curry Barker, parte de um desejo inocente feito a partir de um objeto enigmático e o transforma em um mergulho perturbador nos limites do amor, da obsessão e do horror psicológico.

Um desejo que muda tudo

A história acompanha Bear (Michael Johnston), um jovem apaixonado pela colega e amiga Nikki (Inde Navarrette). Incapaz de confessar seus sentimentos, ele encontra um presente de brincadeira chamado One Wish Willow, que promete realizar um único desejo. Ele pede que Nikki o ame mais do que qualquer coisa no mundo. O pedido é atendido — e o resultado é devastador.

Nikki começa a agir de maneira estranha, como se duas versões dela lutassem dentro do mesmo corpo. No início, Bear aceita a mudança, satisfeito por finalmente ser correspondido. Mas logo o que parecia um sonho se transforma em pesadelo, com situações que passam do engraçado ao perturbador, do desconfortável ao insuportável.

Atuação de impacto

Michael Johnston compõe um protagonista ambíguo: inseguro e adorável no começo, mas também conivente com as consequências cruéis do desejo que fez. O público é levado a simpatizar com ele e, ao mesmo tempo, a condenar suas escolhas.

Inde Navarrette, por sua vez, entrega uma performance impressionante como Nikki, oscilando entre doçura, terror e uma intensidade física quase insuportável. Sua atuação faz com que entendamos a devoção de Bear, mas também a brutalidade do que ela sofre ao perder o controle de si mesma.

Ecos além do casal

O roteiro não se limita ao relacionamento central. Os amigos Ian (Cooper Tomlinson) e Sarah (Megan Lawless) oferecem uma visão externa — e lúcida — da relação distorcida entre Bear e Nikki. Como na vida real, quem está dentro da situação dificilmente percebe seus excessos, mas a perspectiva de fora deixa claro que algo muito errado está acontecendo.

A maldição do One Wish Willow

O filme ainda abre espaço para explorar a mitologia em torno do One Wish Willow. Embora não seja o foco principal, a ideia de que existam outros objetos como esse espalhados pelo mundo deixa brechas instigantes para futuras histórias. Afinal, quantas vidas poderiam ser destruídas por um simples desejo?

O poder da simplicidade

A genialidade de Obsession está justamente em sua premissa direta: pedir para ser amado “mais do que tudo”. A partir daí, Barker leva o conceito às últimas consequências — mais do que amigos, mais do que família, mais do que a própria vida. O resultado é uma narrativa que nunca perde o equilíbrio entre o grotesco e o irresistível.

Uma nova obsessão do terror

Entre risadas nervosas, momentos de choque e cenas de puro horror, Obsession entrega tudo o que fãs do gênero esperam — e algo a mais: uma originalidade rara em tempos de fórmulas repetidas.

Após estrear no Fantastic Fest 2025 e ser adquirido pela Focus Features no Festival de Toronto, o longa agora se prepara para alcançar o grande público. E quando isso acontecer, o novo objeto de desejo (e medo) dos fãs de terror já tem nome: Obsession.

 

 

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