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Ciência

“Olo”: O Misterioso Cor Que Apenas Cinco Pessoas no Mundo Já Viram

Criado em laboratório por cientistas da Universidade da Califórnia, o “olo” está fora do espectro visível e não pode ser reproduzido em telas ou na natureza. Uma descoberta que desafia os limites da visão humana e pode revolucionar a ciência óptica.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Cinco voluntários participaram de um experimento singular em Berkeley e testemunharam um estímulo visual inédito: um tom impossível de encontrar na natureza ou reproduzir em dispositivos comuns. Batizado de “olo”, o fenômeno só pôde ser observado graças a uma tecnologia que estimula de forma isolada um único tipo de fotorreceptor da retina.

Como foi possível criar um “novo” cor

Olo
© National Cancer Institute – Unsplash

O estudo, publicado na Science Advances em abril de 2025, utilizou o Oz Vision System, capaz de direcionar pulsos de luz com precisão para ativar exclusivamente os cones M, receptores de luz associados ao verde. Na visão normal, a informação desses cones se mistura com a de outros tipos, impedindo sua percepção isolada. Separando esse canal, os cientistas geraram uma sensação visual fora do espectro convencional.

O nome “olo” vem do código binário 010, referência à ativação exclusiva dos cones M enquanto os cones L e S permanecem inativos. Segundo Ren Ng, engenheiro elétrico e um dos participantes, a experiência foi como ver “o verde mais saturado imaginável, algo além de qualquer referência anterior”.

Debate científico

Nem todos os especialistas concordam que seja um novo cor. Para John Barbur, da Universidade City St George’s de Londres, o “olo” seria apenas um verde extremamente saturado. Já Misha Corobyew, da Universidade de Auckland, reconhece que já se estimulou um cone isolado antes, mas destaca que este trabalho inova ao ativar múltiplos cones de forma coordenada para gerar imagens.

Possíveis aplicações

A técnica pode servir para estudar doenças oculares, criar tratamentos para daltonismo e abrir novos caminhos no design visual e na realidade virtual. Porém, o método depende de lasers e equipamentos ópticos complexos, inviáveis no uso cotidiano.

Por enquanto, o “olo” só pode ser visto fixando o olhar num ponto específico e numa pequena área mapeada da retina, o que limita sua aplicação a experimentos controlados.

Por que isso importa

Além da curiosidade, o “olo” demonstra que o repertório visual humano não é um limite fechado. Manipulando seletivamente a retina, é possível criar experiências perceptivas inéditas, revelando cores e sensações que não existem fora do laboratório.

Reproduções tentadas fora do experimento, misturando azul, verde e luz branca, não conseguiram igualar a saturação original — reforçando que este cor permanece, por enquanto, exclusivo de cinco pessoas no planeta.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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