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Ciência

Por que você sente sono o dia inteiro? Estudo revela relação entre dieta, genética e moléculas no sangue

Um estudo europeu publicado na revista EBioMedicine identificou moléculas no sangue, fatores genéticos e hábitos alimentares como peças-chave para explicar a sonolência diurna excessiva (SDE), condição que afeta 1 em cada 5 pessoas. A pesquisa revela quais alimentos aumentam o risco, quais ajudam a preveni-la e como ajustes na dieta podem melhorar a qualidade de vida.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Sentir um cansaço extremo durante o dia, mesmo após uma noite completa de sono, pode ser sinal de sonolência diurna excessiva (SDE) — um distúrbio que atinge milhões de pessoas no mundo. Agora, um novo estudo europeu revela como a dieta, a genética e moléculas presentes no sangue podem influenciar diretamente esses episódios de fadiga, oferecendo pistas para prevenção e tratamento.

O que é a sonolência diurna excessiva

Inércia Do Sono (2)
© Kampus Production – Pexels

A SDE afeta cerca de 20% da população e provoca sintomas como:

  • Necessidade frequente de cochilos;

  • Adormecer facilmente durante o dia, mesmo após dormir horas suficientes à noite;

  • Sono noturno prolongado que não elimina a sensação de cansaço.

Segundo o NHS britânico, a SDE é diferente de apenas “sentir-se cansado”: trata-se de um distúrbio do ciclo sono-vigília que pode gerar impactos profundos na saúde, na produtividade e na qualidade de vida.

O papel das moléculas no sangue

O estudo identificou sete moléculas metabólicas presentes em pessoas com SDE, responsáveis por influenciar os níveis de energia e o funcionamento cerebral.

De acordo com o Dr. Tariq Faquih, do Hospital Brigham and Women’s, de Boston, essas moléculas podem ser detectadas com exames específicos:

“Com as ferramentas adequadas, conseguimos medir esses níveis e identificar quais precisam de ajustes, seja com tratamentos clínicos ou mudanças na alimentação.”

Essa descoberta abre caminho para diagnósticos mais rápidos e tratamentos personalizados.

Como a dieta influencia o sono

O estudo também demonstrou que a alimentação tem um papel decisivo no risco de desenvolver SDE.

Alimentos que aumentam o risco

Ricos em tiramina, esses itens podem favorecer episódios de hipersonia:

  • Queijos curados e maturados;

  • Carnes defumadas;

  • Bebidas alcoólicas;

  • Conservas e alimentos fermentados.

A tiramina, presente em produtos envelhecidos ou processados, pode interferir na liberação de neurotransmissores relacionados ao ciclo do sono, aumentando a sonolência.

Alimentos com efeito protetor

Este é o peixe que pode transformar sua saúde
© Pexels

Por outro lado, alimentos ricos em ômega-3 e ômega-6, típicos da dieta mediterrânea, foram associados a menor risco de SDE:

  • Peixes gordurosos, como sardinha e salmão;

  • Oleaginosas, como nozes e castanhas;

  • Sementes, como linhaça e chia;

  • Óleos vegetais, como azeite de oliva.

Esses nutrientes atuam na função cerebral, regulação hormonal e níveis de energia, ajudando a estabilizar o ciclo sono-vigília.

Influência genética e personalização do tratamento

Além da dieta, o estudo relacionou 42 genes ao risco aumentado de sonolência diurna. Para os especialistas, isso reforça que o tratamento deve ser personalizado, combinando:

  • Detecção precoce de sintomas;

  • Exames laboratoriais e testes de sono;

  • Ajustes alimentares e comportamentais.

Segundo o Dr. Faquih, questionários online, como a Escala de Sonolência de Epworth, podem ajudar na avaliação inicial antes de procurar orientação médica.

Como melhorar a qualidade do sono e da vida

A pesquisa sugere que mudanças simples na rotina podem reduzir os episódios de sonolência:

  • Controlar o consumo de alimentos ricos em tiramina;

  • Priorizar uma dieta rica em ômega-3 e antioxidantes;

  • Estabelecer horários regulares para dormir;

  • Evitar estímulos artificiais à noite, como telas e cafeína;

  • Procurar avaliação médica especializada em caso de cansaço persistente.

[ Fonte: Infobae ]

 

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