Um dos produtos mais conhecidos da Colgate está sendo retirado do mercado após uma onda de reclamações envolvendo reações alérgicas. A medida foi tomada após a Anvisa ampliar a suspensão da venda e a própria empresa decidir interromper a fabricação. A situação tem mobilizado consumidores e órgãos de defesa em busca de explicações, compensações e maior transparência sobre os riscos do produto.
A suspensão que virou fim de linha

A Colgate anunciou, por meio de nota oficial em seu site, que está encerrando a produção e comercialização da pasta Colgate Total Prevenção Ativa Clean Mint. A decisão vem na esteira de uma investigação da Anvisa sobre o aromatizante presente no produto e após uma série de denúncias por efeitos adversos, como ardência, inchaço, aftas e dificuldades para engolir ou falar.
Desde março, a Anvisa já havia interditado temporariamente o produto por 90 dias. Embora a Colgate tenha inicialmente recorrido, a proibição foi mantida, e agora a suspensão é por tempo indeterminado. Segundo a agência, foram mais de 1.200 notificações formais, além de 3.200 queixas registradas no Reclame Aqui apenas nos últimos seis meses.
A Colgate nega falhas na qualidade, mas reconhece que a sensibilidade individual a certos componentes — como corantes e tensoativos — pode causar reações. A linha Total passou por reformulação recente e, após os episódios com a versão Clean Mint, surgiram queixas semelhantes envolvendo as variantes Carvão Ativado, Whitening e Fresh Mint.
Como agir em caso de reações adversas
Consumidores que apresentaram reações à pasta de dente têm direito à reparação, segundo o Procon-SP. Para reembolsos com despesas médicas e odontológicas, é necessário apresentar documentos como laudos, recibos e notas fiscais. As solicitações podem ser feitas administrativamente junto ao Procon ou, em casos mais complexos, pela via judicial.
Para pedidos de indenização por danos morais, é essencial reunir provas, como declarações médicas e registros de consulta, especialmente se houver agravamento do quadro alérgico. O advogado Gabriel Britto Silva, do Instituto Brasileiro de Cidadania (Ibraci), destaca que o consumidor pode exigir reparação se não houver aviso claro sobre potenciais reações alérgicas no rótulo do produto.
Os clientes afetados também podem entrar em contato diretamente com a Colgate, por telefone ou WhatsApp, para registrar a ocorrência e buscar orientações. A empresa afirma estar à disposição para esclarecer dúvidas e reforça que segue colaborando com as autoridades para resolver o caso.
[Fonte: O tempo]